O volante Jean Irmer foi apresentado oficialmente pelo Ceará nesta terça-feira (20) em Porangabuçu. O jogador de 29 anos comentou a adaptação ao clube, a estreia ‘relâmpago’ e elogiou o elenco, principalmente o meio-campo do Vovô.
Jean foi anunciado no último dia 5 e nove dias depois já estreou, diante do Náutico pela Copa do Nordeste. As lesões de Lucas Mugni e Loureço aceleraram a estreia dele, que comentou ter jogado 9 dias após chegar.
“Tenho muito a ganhar fisicamente ainda. Em agressividade, manutenção de intensidade. Fiz 5 treinos, 3 deles foram rachões. Eu cheguei e tiveram lesões durante a semana na posição e surgiu a necessidade de eu estar em campo. Isso é abraçar o clube. Feliz demais de estar ali dentro, do Mancini ter me colocado em campo contra o Náutico e confiado em mim, mesmo mal fisicamente. Agora temos 10 dias para trabalhar”.
Jean também entrou no Clássico-Rei do último sábado e foi elogiado pela raça em campo. Ele comentou sobre os elogios da torcida.
“A gente veste a camisa e espera estar em uma adrenalina do Clássico e tive logo isso antes de ser apresentado. Eu costumo criar identificação com os clubes que jogo. Já está sendo assim, é muito mais fácil dentro de campo, me sinto muito adaptado ao Ceará. Sobre os lances, do jogo, não foi nada pessoal, contra esse ou aquele jogador. É natural, eu vivo o jogo, vivo o clube que me proporciona a oportunidade. Luto com tudo que eu tenho, o Ceará me deu tudo, fui abraçado pela torcida, pelo grupo, gosto da metodologia. Como não vou dar o meu melhor?”, explicou.
Jean destacou que mesmo como 1º volante tem procurado chegar mais ao ataque e finalizar.
“Estou em uma nova fase, um novo nível, em me arriscar a ir ao ataque, a finalizar. Mas tenho que estar bem fisicamente para isso pisar na área e voltar, mas não posso como 1º volante não posso deixar o time na mão. Eu tenho que proteger a defesa, dar consistência. Além disso, quero minimizar os cartões. Vou tentar o máximo possível, mas se precisa tomar, vou tomar. Sempre entro forte nas jogadas, mas nunca desleal. Eu fui formado na escola argentina, ao 17 anos fui para o Estudiantes e aprendi muito”.
O jogador se disse adaptado ao grupo do Ceará e elogiou o elenco. Ele destacou a qualidade do meio campo e a força do setor para a Série B do Brasileiro.
“Um dos pontos fortes do Ceará na Série B será o meio campo, de jogadores interessantimos. Joguei contra alguns ano passado, temos um meio de campo de muita qualidade. Seja comigo, Richardson, Lourenço, Mugni, temos que fazer o que o Mancini pede, independente de quem seja. Será uma disputa sadia, sou muito competitivo, mas respeitoso. Sei o quanto meu perfil de jogo agrega ao time e temos jogadores para formar um meio campo leve, truncado, fechado, ideal para jogos tão diferentes como teremos na Série B. Estou feliz em fazer parte de um elenco assim”.
Diário do Nordeste



