O presidente Marcelo Paz, do Fortaleza, se tornou também o presidente da Liga Forte Futebol (LFF), um bloco econômico formado por clubes das Séries A, B e C que busca distribuição de receitas mais equilibradas no futebol brasileiro. Na última terça-feira (31), inclusive, o movimento firmou um acordo de R$ 2,6 bilhões com a venda de 20% dos direitos econômicos da LFF pelos próximos 50 anos.
A definição de Paz como principal gestor chega de forma unânime entre os participantes da LFF, com uma gestão à frente do conglomerado de duas temporadas (2024 e 2025). No âmbito local, consolida a ascensão do mandatário. Presente na criação do bloco, o cearense participou das discussões para promover a criação de uma liga no futebol brasileiro, além da busca de novos fundos de receita.
“Fiquei feliz e honrado com a escolha. Representa um trabalho coletivo lá atrás, quando criamos a LFF, juntos, estruturamos esse modelo de negócio mais igualitário, que pode ser uma premissa para uma liga de clubes. Envolvemos times de diversos estados, de três divisões, com muita diálogo. Vamos fazer (o mandato) conversando com os clubes, com o todo, e mirando sempre a liga de clubes unificada, para transformar o produto futebol brasileiro no mais alto nível”, disse Marcelo Paz.
Vale ressaltar que Marcelo Paz possui mandato no Fortaleza até o fim de 2024. Com o processo de transformação do clube tricolor em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com processo avançado, o dirigente irá assumir o cargo de CEO da equipe, focado exclusivamente nas atividades do futebol.
A Liga Forte Futebol (LFF), composta também por Ceará e Fortaleza, assinou o contrato de venda de 20% dos direitos de TV e comerciais para a investidora brasileira Life Capital Partners e a norte-americana Serengeti, com gerência de 50 anos. No processo, as empresas irão pagar R$ 2,6 bilhões, que serão rateados entre as equipes.
De modo simples, o funcionamento do negócio é: os clubes que formam o LFF vendem os direitos de transmissão e comerciais para os jogos do Campeonato Brasileiro. A receita obtida é distribuída, sendo 80% para os clubes e 20% para os investidores. Assim, esse processo está apenas no início. Hoje, o contrato de transmissão da Série A é com a Globo, encerrado no fim de 2024.
Diário do Nordeste



