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Líderes petistas acham que problema é contornável e tentam conter crise com Cid

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A posição de Cid Gomes (PSB) de deixar de apoiar o governo Elmano de Freitas (PT) foi recebida com preocupação, mas também cautela no PT. Líderes do partido acreditam que a situação pode — e mesmo que precisa — ser contornada. Porém, um recuo sobre a candidatura de Fernando Santana (PT) a presidente da Assembleia, estopim do rompimento, é considerado improvável. 

Líder do bloco do PT na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), o deputado estadual De Assis Diniz (PT) diz que o rompimento entre o senador Cid Gomes (PSB) e a gestão Elmano de Freitas (PT) é, na verdade, uma “questão pontual”. Ao O POVO, ele projetou ainda o ex-governador como “nome para ser candidato a senador” pela base aliada em 2026.

Cid está no primeiro mandato de senador. Ele também tem as bênçãos do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), conforme informou o colunista do O POVO Henrique Araújo.

“Divergências são normais e já ocorreram outras vezes. Isso se resolve com mais diálogo. Fato é que Cid é um grande amigo, parceiro de projeto e de luta”, disse Camilo. “É meu candidato ao Senado em 2026. Não só pela gratidão que tenho a ele, mas pelo que ele representa para o Ceará”, acrescentou, conforme a coluna.

De Assis procurou isolar a questão. “Esse é um momento que a gente tem que parar um pouco para fazer as leituras. Eu não diria que há uma cisão política. Há uma questão muito pontual, e ela pode e deve ser vista como questão de divergência, que é natural do mundo da política”.

Ele prosseguiu: “Cid faz parte de um projeto que é bem mais amplo, faz parte de uma geração que elevou o Ceará a um outro patamar. Então, ele é parte integrada desse processo. E eu não tenho dúvida que é o nosso nome para ser candidato a senador. Em todas as grandes decisões, tem contribuído, então, não vejo uma ruptura”, avaliou De Assis neste domingo, 17.

Apesar do estopim ter sido a indicação de Fernando Santana para suceder Evandro Leitão, ambos do PT, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), petistas acreditam que a decisão não deve ser alterada. O líder do bloco do PT também enxerga dessa maneira. 

“Quem tem a prerrogativa de conduzir e analisar os passos para a sucessão é o governador. O governador está olhando a sua sucessão, então, é natural que ele tenha, e eu não tenho dúvida que esse processo foi tratado, foi conversado, foi discutido com as lideranças, e dado ao governador a prerrogativa dele, como foi com o Camilo, como foi com o Cid. Eles escolhem. Eles ofertam. Então, como você [vai] querer imputar a um terceiro a decisão de uma relação que é, exclusivamente, de um processo que lhe dá, para dentro dessas questões amplas, uma situação de governabilidade?”, indagou De Assis.

Na convivência dentro da Assembleia, o deputado De Assis diz não perceber colegas parlamentares “com disponibilidade” para sair da base, embora considere que “pode ser que venha a aparecer”.

Um fonte, que preferiu não ser identificada, disse ao O POVO que conversou com o governador após ele ter dialogado com o senador. Na mesa, Cid teria colocado sugestões que poderiam ocupar o posto destinado ao concunhado de Camilo.

“Ele não anunciou, oficialmente, uma ruptura, mas disse que estava se desligando. Eu acho que é tudo prematuro. [Ele] quis indicar o nome para a presidência da Assembleia, mas isso é uma prerrogativa hoje que cabe ao governador, por conta que o próximo presidente irá conduzir o processo sucessório do governador”, reforça.

O PDT cidista, que aglutina os dissidentes que devem rumar ao PSB novamente de Cid, tinha os deputados estaduais Guilherme Landim, Sérgio Aguiar e Osmar Baquit despontando como opções para a presidência da Assembleia. Segundo essa fonte, o deputado licenciado e secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Salmito Filho, teria afirmado que não se colocaria contra o Executivo estadual.

O resultado eleitoral é outro fator que, na avaliação da fonte ligada ao Palácio da Abolição, pesa sobre a decisão de Cid Gomes. “Embora ele tenha feito muitos prefeitos, o PT irá governar a maioria da população dos municípios cearenses. Além disso, foi lamentável a perda da Prefeitura de Sobral por parte da nossa querida Izolda Cela (PSB), mas foi uma derrota que marcou Sobral, o senador Cid, o prefeito Ivo Gomes”, contou.

“Entendimento que preserve a unidade”

Líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, o deputado federal José Guimarães (PT) considera o rompimento prejudicial para o Estado. Ele ressalta a aliança construída desde 2006 que “precisa ser preservada para o bem do Ceará e, sobretudo, para derrotar a direita, mais uma vez, em 2026”.

“Portanto, não acho bom qualquer sinal de rompimento. É ruim para o Estado, é ruim para o governo e é ruim para a política do Ceará. O projeto está em curso. Nós tivemos uma espetacular vitória em Fortaleza e nós temos que alinhar bem para evitar qualquer rachadura, qualquer perspectiva de rompimento. Não acho isso o caminho”, disse ao O POVO no sábado, 16.

Segundo Guimarães, o intuito agora é “buscar um entendimento que preserve a unidade” entre os partidos. “Eu tenho acompanhado, sim, o diálogo do senador com o governador Elmano sobre vários temas, dentre eles a questão da presidência da Assembleia. Esses tensionamentos existem para serem enfrentados, discutidos e alinhados. Não acho um bom caminho qualquer rompimento”, reforçou o petista, disponibilizando-se a conversar com Cid.

Artur Bruno, assessor especial de assuntos municipais da Governo, disse que ficou surpreso com o rompimento e espera que qualquer entrave seja solucionado também “pelo bem do Ceará”. “Camilo, Cid, Elmano e Evandro são as principais lideranças do Estado e a união deles traz estabilidade para o Governo do Ceará e para a futura gestão de Fortaleza”.

O Povo

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