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Inteligência artificial fecha diagnóstico de diabetes pela voz

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Uma nova ferramenta de inteligência artificial promete simplificar o diagnóstico de diabetes usando smartphones. O How Voice consegue detectar a diabetes ao ouvir áudios curtos, de 6 a 10 segundos, enviados seis vezes ao dia ao longo de duas semanas para determinar se o usuário tem a doença.

Desenvolvido pela Clínica Mayo e apresentado em artigo acadêmico na terça-feira (17/10), o sistema promete 89% de eficácia ao ser usado em mulheres e 86% em homens. Estes valores de referência são maiores do que o teste de glicose no sangue em jejum (FBG, em inglês), um dos exames mais utilizados para diagnosticar a diabetes. O teste de glicose apresenta 85% de precisão.

A diabetes prejudica o processamento de açúcar no corpo e leva a um efeito em cadeia que pode aumentar riscos de doenças nos rins, na circulação e nos olhos.

Para evitar essas consequências, é fundamental manter a condição controlada com remédios, alimentação e exercícios físicos.

A avaliação de voz foi testada com 267 pessoas, diabéticas e não diabéticas, que enviaram cerca de 18 mil gravações para a plataforma. Ela avaliou as vozes dos participantes e foi capaz de identificar a presença da doença.

“Nossa pesquisa destaca variações vocais significativas entre indivíduos com e sem diabetes tipo 2 e pode transformar a forma como a comunidade médica rastreia o diabetes”, defendeu a médica e pesquisadora de tecnologia Jaycee Kaufman, autora principal do artigo, em comunicado à imprensa.

As mudanças no tom de voz das pessoas com diabetes são inaudíveis para o ouvido humano, mas podem ser captadas pela inteligência artificial. O programa avalia como os níveis de açúcar no sangue (que flutuam mais em diabéticos descontrolados), fazem micro-alterações na frequência da voz.

O teste revolucionário, porém, ainda terá de ser validado em outros grupos antes de ser disponibilizado ao público. Os pesquisadores pretendem fazer pesquisas que usem a voz para saber se ela é capaz de indicar outras condições de saúde como hipertensão, pré-diabetes e até gestação.

Metrópoles

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