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Governo do Ceará e Fiec apresentam oportunidades para a indústria e geração de emprego a partir do hidrogênio verde

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O Governo do Ceará apresentou, nesta terça-feira, 25, junto à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), um mapeamento de oportunidades para o Ceará quanto à implantação de empreendimentos de produção de hidrogênio verde no estado. O governador Elmano de Freitas participou do momento acompanhado pelo presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante; o secretário do Desenvolvimento Econômico, Salmito Filho e outras autoridades.

Comprometido com a oportunidade de avançar o Ceará, Elmano de Freitas pontuou a importância do momento para o planejamento dos próximos anos. “Aqui está sendo apresentado um estudo das melhores universidades do mundo, que estão estudando a construção da cadeia mundial de hidrogênio verde e analisando as possibilidades e oportunidades que se apresentam para o Ceará. Isso aqui é um planejamento estratégico que reúne a academia, o Governo do Estado, os investidores, e reúne a possibilidade do Ceará, com esse planejamento, ter a discussão com investidores, empresários do estado, país e mundo”, explicou o governador.

O estudo foi conduzido pela consultoria norte-americana IXL Center e contou com uma metodologia de construção coletiva, incluindo a participação de especialistas da Universidade de Harvard e do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT), além de pesquisadores de mais de 15 nacionalidades diferentes, uma equipe de consultores sêniores especializados em inovação e representantes de diversas organizações públicas e privadas locais.

O chefe do Executivo Cearense mostrou-se satisfeito com os resultados promissores para o Ceará. “Com o Porto do Pecém, com os investimentos que estamos fazendo, deixamos o Ceará como o estado mais preparado para atrair investimentos e ser o maior produtor de hidrogênio verde em grande escala no país, e provavelmente nas Américas”, disse. “Nós queremos transformar o Ceará no Hub de Hidrogênio Verde do Brasil, da América Latina”, complementou.

O presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, comemorou o momento que o Ceará vive, com toda a possibilidade de crescimento, mas também ressaltou que será uma grande desafio. “Esse trabalho de mapeamento veio para nos ajudar a compreender o tamanho do desafio que iremos enfrentar. Iremos ter uma demanda de mão de obra espetacular, de alto salários. Então teremos jovens para qualificar e isso terá que ser de mãos dadas – Governo, indústria e academia”, pontuou.

Oportunidades

O mapeamento de oportunidades foi apresentado pelo CEO da IXL Center, Hitendra Patel, e pelos professores de Harvard, Donald Lessar, especialista em transição energética; e do MIT, Gunther Glenk, especialista em competitividade de energias limpas. O documento apontou oportunidades nas áreas de construção, educação, pesquisa, desenvolvimento, serviços, informação e entre outras.

O mapeamento ainda aponta investimento, nos próximos seis anos, de até US$ 12 bilhões em construção e construção pesada, de até US$ 6 bilhões no setor metalmecânico, e toda uma cadeia de crescimento e serviços ligados indiretamente – como serviços comunitários, sociais, de saúde, alimentação, hotelaria, comercial e outras.

Realizado por meio de uma parceria entre Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e Fiec, o trabalho contou com aporte total de R$ 6 milhões, sendo R$ 5 milhões financiados pela Adece e R$ 1 milhão pela Fiec.

De acordo com Elmano de Freitas, essa nova indústria será benéfica, principalmente na geração de emprego para o povo cearense. “Nós trabalhamos com a perspectiva do hidrogênio verde gerar em torno de 80 mil empregos no Ceará. Além disso, são mais de R$ 50 bilhões de investimentos que poderão acontecer no nosso Estado”, pontuou. “São oportunidades de empregos mais qualificados, com altos salários para a juventude do Ceará que, hoje, estuda na melhor escola pública do Brasil, que forma jovens que precisam ter emprego e oportunidades. Essa cadeia do hidrogênio verde será um dos seguimentos que dará oportunidade a esse jovem”, completou.

Pensando na qualificação para a área, o Governo do Ceará lançou um programa, junto com a Fiec, ao setor produtivo e unidades de ensino superior, para formar mais de 12 mil jovens na área de energia.

Ceará larga na frente

Nesse novo momento mundial, de investimento em transição energética, o Ceará tem saído na frente. O estudo apresentado ressaltou que, até mesmo as condições climáticas cearenses dão vantagem ao estado. “Estão entre as melhores do mundo para produção de energia renovável a partir de energia solar e eólica. Podem ser produzidas durante todo o ano” indica o documento.

Condições climáticas junto a um cenário de alinhamento público-privado, envolvendo Governo do Ceará e setor industrial, o Estado já tem assinados 37 memorandos de entendimento com empresas nacionais e estrangeiras para a produção de hidrogênio verde. Dentre eles, seis já evoluíram para pré-contratos firmados com o Complexo do Pecém.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Salmito Filho, ressaltou a importância do Brasil, e do Ceará, nesse momento e destacou os motivos do estado “largar na frente” nessa corrida que leva ao desenvolvimento econômico e reindustrialização.

“É um momento em que o mundo passa por uma transição energética e o Brasil é o país, sem nenhum exagero, mais importante. Temos a matriz energética mais limpa, o que significa a reindustrialização do planeta, a partir de uma matriz energética limpa, verde. E o Brasil pode fornecer isso para o mundo. E o Ceará já está se adiantando, já temos a área onde o Hub de Hidrogênio Verde irá funcionar, no setor 2 da ZPE Ceará, com o licenciamento ambiental prévio aprovado. Já temos os primeiro investimento, da empresa internacional Fortescue, que também já tem licenciamento ambiental prévio aprovado, e temos outras empresas que tem memorando assinados solicitando a deliberação em relação a licenciamento ambiental”, explicou o secretário.

Salmito Filho ainda enfatizou a importante competitividade cearense quando se trata de energias renováveis no mundo. “Temos conectado as vantagens naturais que os Ceará têm em uma competitividade mundial, científica e tecnicamente aprovada com as nossas universidades que estão no Ceará e com as melhores universidades do mundo [Harvard e MIT]. O mundo já está organizado para a reindustrialização verde, e para isso tem que ter a energia verde que o Ceará tem”, concluiu.

É projetado para 2030 em investimentos em hidrogênio verde é da ordem de 17,9 bilhões de dólares. A produção estimada de H2V no polo do Pecém é de 1 milhão de toneladas em 2030 com 6 GW de eletrólise.

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