Uma das especialidades negligenciadas nos exames de rotina é a oftalmologia. No entanto, deixar de fazer os testes oculares pode permitir o avanço despercebido de algumas doenças, uma vez que é possível identificar comorbidades por meio dos olhos.
Alguns exemplos são hipertensão arterial, diabetes, sífilis, linfomas, toxoplasmose, alguns tipos de câncer, problemas no fígado, hipertireoidismo, infecções sexualmente transmissíveis e problemas neurológicos, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e até Alzheimer.
Segundo o oftalmologista Omar Assae, do Hospital Cema, em São Paulo, o ideal é iniciar o check-up ocular em idade pré-escolar.
“Entre os principais exames que as pessoas devem fazer frequentemente estão os que avaliam a visão de perto e longe, pressão ocular e retina. A avaliação deve ocorrer uma vez ao ano, desde que não exista uma condição ocular ou doença pré-existente que necessite de consultas mais frequentes”, afirma Assae.
Veja como algumas condições podem ser diagnosticadas pelo olho:
TDAH
“Exames que avaliam a atividade dos neurônios dentro da retina são capazes mapear o cérebro e, portanto, detectar e sinalizar distúrbios de desenvolvimento neurológico, como o TDAH”, destaca o médico.
Alzheimer
O oftalmologista aponta que pessoas com Alzheimer apresentam menos vasos sanguíneos e menor fluxo sanguíneo na retina em comparação com indivíduos saudáveis ou com deterioração cognitiva leve.
“Acredita-se que essas pequenas mudanças nos pequenos vasos sanguíneos da retina podem refletir alterações semelhantes no cérebro”, destaca Assae.
Diabetes
Um paciente com diabetes tem predisposição a desenvolver doenças oculares como retinopatia diabética, glaucoma, catarata e edema macular diabético. Todas elas podem ser detectadas pela fundoscopia, que é capaz de avaliar os danos celulares causados pelo excesso de glicose no sangue.
Hipertensão
Por conta da pressão alta, o paciente pode ter oclusão ou entupimento da veia da retina, descolamento de retina, hemorragia vítrea, catarata e glaucoma, além de edema em casos mais graves. Quando a visão é comprometida, o indivíduo pode começar a enxergar vultos ou desenvolver retinopatia hipertensiva.
A hipertensão pode se manifestar como um estreitamento focal e difuso nas paredes arteriais, semelhante a fios de prata ou cobre, juntamente com cortes arteriovenosos. As alterações estruturais ocorrem devido ao aumento da pressão nos vasos sanguíneos.
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