O prazo da concessão da prestação de serviços da Enel no Ceará se finda em 2028, e a partir de então, se abrirá vertentes ou para a renovação ou então para a renegociação dos ativos que pertencem a Companhia Energética do Ceará, a Coelce. De acordo com o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Enel, o deputado estadual Fernando Santana (PT), está previsto em breve uma visita ao estado do Piauí para deliberações de causa para conhecer os trabalhos da Equatorial Energia Piauí, corporação interessada na aquisição dos ativos da rede de distribuição cearense.
“Vamos também em Teresina, porque em Teresina, aqui no Piauí vizinho, lá tem uma CPI contra a empresa Equatorial, e a empresa Equatorial é uma das empresas que está sendo cogitada a comprar os ativos da Enel. Então precisamos dar um recado claro a Equatorial, se ela vier para o estado do Ceará, ela saiba que aqui vai encontrar um parlamento firme, duro, que não vai aceitar o mais do mesmo. Então se a Equatorial quer vir para cá, ela tem que entender que ou ela melhora o funcionamento aqui do povo cearense ou ela vai sofrer as sanções legais que a Enel vem sofrendo aqui conosco”, ressalta Fernando.
Segundo o parlamentar, os componentes da CPI da Enel também irão nos próximos dias em viagem a Brasília para reunião com a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Eneel. “E também com a Secretaria Nacional do Direito do Consumidor para levar todas as informações e cobrar deles uma posição. Nós vamos também em São Paulo entender o motivo da CPI que lá ocorre contra a Enel”, relata Santana.
Conforme o deputado estadual, no dia de hoje a CPI realizou uma oitiva – ato para ouvir – na Assembleia Legislativa com o presidente da Associação dos Municípios do Estado do Ceará, Aprece, Júnior Castro, e na ocasião, segundo Santana, Castro demonstrou na explanação a insatisfação dos prefeitos e prefeitas dos municípios do estado do Ceará com a empresa Enel, no que consiste a má distribuição de serviços, na reclamação da população direcionada aos prefeitos em relação a concessionária, “seja na demora de algum equipamento público para a população, na área da educação, saúde, na prestação de serviços, de lazer”, pontuações essas, segundo Santana, levantadas pelo presidente da Aprece.
Diário do Vale



