O deputado estadual Cláudio Pinho teve o nome citado pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) em um suposto esquema de desvio de aproximadamente R$ 16 milhões do Fundo dos Direitos da Pessoa Idosa de Fortaleza (FMDPI), entre os anos de 2015 e 2021. O parlamentar assumiu a Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS), responsável pelo FMDPI, em 2021, após exercer dois mandatos como prefeito de São Gonçalo do Amarante entre 2013 e 2020.
Entretanto, durante uma sessão plenária na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (17), Cláudio Pinho defendeu-se das acusações. O deputado pontuou que assumiu a SDHDS dois anos antes do término das investigações e afirmou que o MPCE não deu continuidade ao processo.
O parlamentar ressaltou, ainda, que uma nova investigação do MP não encontrou envolvimento de ex-secretários da Pasta. Segundo Cláudio Pinho, o novo documento inclui a transcrição de uma conversa indicando que ele não era responsável por autorizar pagamentos para o FMDPI.
“O processo está indicando quem são os culpados, os funcionários. No processo não consta nome de nenhum secretário, não consta nome do prefeito de Fortaleza, nem do atual nem do ex-prefeito”, afirmou Cláudio Pinho.
Além de Cláudio Pinho, o MPCE ainda citou os nomes de Karlo Meireles Kardoso, que trabalhou na secretaria entre 2015 e 2016; Maria Erivany Soares Silva, que foi presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI) entre os anos de 2015 e 2017; e Sérgio Gomes Cavalcante, presidente do CMDPI em 2015 e entre 2018 e 2019, antes de ser coordenador da Coordenadoria Especial do Idoso (COID) da SDHDS, entre outros.
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