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Calor extremo deve matar quase 5 vezes mais até 2050, afirmam cientistas

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Sem ações sobre as alterações climáticas, a saúde da humanidade corre risco. É o que afirma uma equipe de especialistas, que aponta uma onda de mortes devido ao calor extremo que atinge o planeta. Conforme os cientistas, é provável que até 2050 as altas temperaturas sejam responsáveis pelo aumento de óbitos de pessoas.

Conforme a análise, quase cinco vezes mais pessoas devem morrer diante da seca, deixando ainda milhões de pessoas em risco de passar fome. Além disso, os mosquitos devem se espalhar para mais longe e levar doenças infecciosas aos seres humanos.

De acordo com o The Lancet Countdown — avaliação realizada pelos especialistas —, o último mês de outubro foi o mais quente já registrado na história. O estudo aponta para as emissões de carbono e a crescente queima de combustíveis fósseis.

Em 2022, a população global sofreu com uma média de 86 dias de altas temperaturas. O The Lancet Countdown apontou que, nos últimos 30 anos, as mortes de pessoas com mais de 65 anos devido ao calor aumentaram em 85%.

Os óbitos devem crescer 370% até 2050, tendo em vista que o cenário de mudanças climáticas fará com que o mundo aqueça 2°C até o fim deste século. A projeção ainda sugere que cerca de 520 milhões de pessoas sofrerão com insegurança alimentar.

*Com Metrópole

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