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Brasil perdeu 15% das florestas naturais em 38 anos

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Levantamento realizado pelo MapBiomas e divulgado nesta sexta-feira (20/10) mostra que o Brasil perdeu 15% das florestas naturais nos últimos 38 anos, passando de 581,6 milhões de hectares, em 1985, para 494,1 milhões de hectares, em 2022.

A pesquisa destaca, ainda, que 11% dessa perda, ou 87,6 milhões de hectares, ocorreu nos últimos cinco anos, entre 2022 e 2017. Os dados foram obtidos por meio do monitoramento do território brasileiro com o uso de satélites. O mapeamento de florestas naturais engloba diversos tipos de cobertura arbórea, como savanas, florestas alagáveis, mangue e restinga.

O levantamento aponta que os biomas que mais perderam florestas naturais no período analisado, entre 1985 e 2022, foram Amazônia (13%) e Cerrado (27%).

Segundo o MapBiomas, 95% da perda de florestas naturais no Brasil aconteceu para que a área fosse utilizada pela agropecuária, ou seja, depois do desmatamento, o espaço foi convertido para o cultivo agrícola ou ocupado por pastagens.

Os biomas brasileiros com maior área ocupada por formações florestais são a Amazônia, com 73%, ou 308 milhões de hectares, e a Mata Atlântica, com 26%, ou 28 milhões de hectares.

O Cerrado, por sua vez, tem 13% do bioma ocupado por formações florestais, um número pequeno, uma vez que o bioma é o segundo maior do Brasil, atrás apenas da Amazônia.

“As florestas são importantes não apenas para manter o equilíbrio climático, mas também para proteger os serviços ecossistêmicos vitais para a sociedade e sua economia. A perda contínua das florestas representa uma ameaça direta para a biodiversidade, a qualidade da água, a segurança alimentar e a regulação climática”, salienta Julia Shimbo, coordenadora científica do MapBiomas.

A pesquisa do MapBiomas destaca ainda que a formação savânica cobre 12% do território brasileiro, ou 104,5 milhões de hectares – o equivalente a três vezes o estado de Goiás. Entre 1985 e 2022, a savana perdeu 22% de florestas naturais, cerca de 700 mil hectares por ano.

A maior parte da formação savânica, ou 53%, fica no Cerrado; outros 42%, na Caatinga; e o restante, nos demais biomas. “Em biomas como no Cerrado e na Caatinga, que já perderam parte significativa de sua vegetação nativa, o ritmo do desmatamento das savanas é alarmante”, revela a pesquisadora Barbara Costa, da equipe do Cerrado no MapBiomas.

O estado do Amazonas apresenta a maior área de floresta, com 145 milhões de hectares, quase um terço das florestas do país (29%), seguido do Pará (93 milhões de hectares) e Mato Grosso (47 milhões de hectares). A área de floresta dessas três unidades da Federação representa mais da metade da área das florestas brasileiras (58%).

O MapBiomas é uma rede colaborativa formada por organizações não governamentais (ONGs), universidades e empresas de tecnologia.

Metrópoles

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