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Como seria a Lua em 2050? Cenário pode incluir casas em 3D, usina nuclear e linha férrea

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Cinquenta e cinco anos atrás, o homem chegava à Lua. Mas, com o avanço da tecnologia e da nova corrida espacial, fica cada vez mais provável que a tripulação da Apollo 11 — Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin “Buzz” Aldrin — serão alguns dos poucos seres humanos que tiveram o privilégio de observar a Lua em toda a sua glória intocada.

Uma reportagem do “Sun” compilou os prováveis novos passos rumo à colonização da Lua e mostrou como o satélite natural da Terra deverá estar no ano de 2050. Não se trata de um exercício de futurologia, mas uma previsão com base em dados científicos disponíveis — embora detalhes dos programas espaciais chinês e russo, na contramão, mantêm-se fechados a sete chaves.

Os astronautas que vão explorar a Lua e ajudar a construir uma base habitacional permanente precisarão de um lugar para viver.

É por isso que a Nasa (agência espacial americana) faz parceria com a empresa de impressão 3D Icon desde 2022, como parte de um contrato de US$ 57 milhões. A empresa é capaz de construir estruturas de cúpula semelhantes a cavernas em apenas 48 horas – o que também pode revolucionar a construção de casas na Terra. Elas dominariam a paisagem no solo lunar, pelo menos na parte “que cabe” aos EUA.

Os astroagricultores serão a chave para um futuro fora do planeta a longo prazo. Análises de amostras lunares devolvidas à Terra no passado mostram que o solo da Lua – também conhecido como regolito – contém a maioria dos minerais essenciais para o crescimento das plantas. Exceto um: nitrogênio. O solo lunar também se compacta quando regado, o que pode sufocar e prejudicar o crescimento das raízes e a germinação das plantas. Mas os cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA) elaboraram planos para cultivar plantas fora do solo lunar, utilizando jardins verticais. Isso é chamado de agricultura hidropônica e envolve o cultivo de plantas diretamente em água rica em nutrientes, em vez de no solo. No entanto, os pesquisadores cultivaram feijão com sucesso em solo lunar, portanto, o uso do regolito lunar não está completamente fora de questão.

A Nasa escolheu três empresas para desenvolver um novo carro de corrida lunar que os astronautas usarão para atravessar a Lua já na década de 2030. Os buggies lunares (LTV, na sigla em inglês) ajudarão os astronautas a chegar a destinos nunca antes explorados e considerados inacessíveis a pé. Eles deverão ser usados já na missão Artemis V, atualmente programado para 2026, pretende pousar dois astronautas na Lua pela primeira desde 1969, a fim de explorar o seu pólo sul da Lua. Em 2050, espera-se que os sistemas de transporte ao redor da Lua estejam ainda mais avançados. O Departamento de Defesa dos EUA propôs um sistema ferroviário lunar que poderia transportar humanos e suprimentos através do local de habitação – ou, possivelmente, através de várias bases.

Toda a infra-estrutura vai exigir muita energia, com uma rede energética totalmente nova. A noite lunar dura cerca de duas semanas terrestres e é um período rigoroso, no qual há registro de temperaturas inferiores a 130 graus negativos. Não é fácil garantir o funcionamento de equipamentos espaciais sob essas condições. Além da dificuldade de uso da energia solar, a Lua também não registra ventos. Pensando nisso, a Nasa apresentou o Fission Surface Power Project, que visa colocar um reator nuclear na Lua. A Agência Espacial do Reino Unido apoiou o projeto da Rolls-Royce para uma usina nuclear futurista. O programa Artemis vai trabalhar nisso. Mas haverá competição: Rússia e China também planeiam instalar um reator nuclear na Lua na próxima década. Yuri Borisov, chefe da agência espacial russa Roscosmos, anunciou em março que as duas nações esperam instalar uma unidade atômica até 2035.

Apesar das preocupações de que a China esteja escondendo projetos militares secretos no espaço, e possa até tentar reivindicar partes da Lua como suas, os governos de Pequim e Washington fizeram um acordo: preservar a pegada de Neil Armstrong na Lua, juntamente com outras “relíquias históricas” de aterragens humanas anteriores, de acordo com reportagem do “South China Morning Post”.

“Há alguma coisa que o impeça de passar por cima das pegadas de Neil Armstrong?”, indagou Steve Mirmina, especialista em direito espacial da Universidade de Georgetown (EUA), ao “New York Times”. “Não. Não há nada. Não há regra, não há lei interna dos EUA, ou nenhuma obrigação de tratado internacional para preservá-los”, respondeu ele mesmo.

Qualquer pessoa capaz de visitar a Base do Mar da Tranquilidade, onde estão as pegadas de Armstrong, poderá alterar o que muitos acreditam ser uma parte indispensável do património da Humanidade, um local análogo aos sítios arqueológicos da Terra.

“Onde estão os objetos e como eles estão ali , isso conta a história real e a história dos humanos na Lua”, disse Michelle Hanlon, advogada espacial e cofundadora da organização sem fins lucrativos For All Moonkind, que está desenvolvendo uma estrutura internacional para a preservação de sítios lunares.

A Lua também receberá seu próprio fuso horário, à medida que os planos para desenvolver bases vivas permanentes progridem rapidamente. A Casa Branca teria instruído a Nasa a criar um horário lunar padrão para todas as nações.

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