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Jovem fica com olho paralisado após ser mordido na testa por cachorro

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Mesmo sem ter atingido os olhos, uma mordida de cachorro na testa deixou um jovem japonês com o olho paralisado por uma semana e estrabismo por meses. O caso ocorreu em Atami, cidade próxima a Tóquio, no Japão, e foi descrito pelos médicos responsáveis pelo atendimento e publicado em 9 de março no American Journal of Case Reports.

Segundo o relato, o jovem de 19 anos foi mordido na testa por um pastor alemão e precisou de seis pontos na região próxima ao couro cabeludo. Três dias depois, porém, ele voltou ao médico com visão dupla e um inchaço doloroso em sua pálpebra que o impedia de mover o olho esquerdo.

Os médicos notaram que vários vasos sanguíneos da pálpebra tinham estourado e gerado um bolsão de sangue. Os tendões dos olhos também estavam inflamados por causa da mordida.

O jovem foi diagnosticado com a síndrome do dente canino, uma condição que surge quando os tendões e músculos que controlam os olhos são atingidos por mordidas de cães. A condição foi identificada em 1974 e só foram relatados cinco casos do trauma na literatura.

O quadro pode evoluir para uma condição mais complexa, a síndrome pseudo-Brown, que gera dificuldades de visão e de movimentação dos olhos de forma definitiva, conforme o tecido cicatricial se forma no interior do olho.

O inchaço foi drenado e o japonês conseguiu voltar a mover os olhos no quinto dia. Ele tomou anti-inflamatórios por duas semanas para eliminar a inflamação dos tendões, além de serem administrados corticoides que impediram a formação de mais tecido cicatricial na ferida, o que endureceria a musculatura.

“A rápida avaliação e manejo de pacientes com mordidas de cães envolvendo os olhos é muito importante para impedir a formação de quadros mais complexos”, escrevem os médicos no artigo.

Ainda que o atendimento tenha sido rápido, o jovem seguia com visão dupla e começou a desenvolver estrabismo. Dois meses depois, ele buscou uma clínica especializada para tratar o problema.

Os médicos perceberam que não era necessário administrar mais corticoides, e o paciente ficou sob observação. Sete meses após a mordida, sem mudanças no quadro, o jovem precisou passar por uma cirurgia para acertar o eixo dos olhos e resolver a visão dupla. Segundo o artigo, o paciente teve melhora da percepção da visão após o tratamento.

Metrópoles

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