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Prefeita interina de Limoeiro do Norte, Dilmara Amaral, é cassada pela Câmara Municipal

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A prefeita interina de Limoeiro do Norte, Dilmara Amaral (Republicanos), foi afastada do Município apenas quatro meses após a gestão. Nesta quinta-feira (08), a Câmara Municipal de Limoeiro do Norte aprovou, por 13 votos favoráveis, a cassação da prefeita por utilização de pessoal pago pela Prefeitura para servir à autopromoção e por flagrante conduta de fraude e direcionamento de licitação. Em suas redes sociais, Dilmara tratou o tema como “golpe do Legislativo”. Com o afastamento, o presidente da Casa, Darlyson Paxá (PSB), assume o Executivo. Durante a sessão da manhã desta quinta, também foi aprovado o afastamento de mais 30 dias do prefeito eleito em 2020, José Maria Lucena (PSB), que já estava longe das funções por 120 dias, desde outubro. 

A denúncia acerca dos atos cometidos por Dilmara veio de Karisia Mara Lima de Oliveira, superintendente do Instituto Municipal de Meio Ambiente (IMMAB) de Limoeiro do Norte. Conforme o texto lido na Câmara, a prefeita interina, ao assumir o Município, promoveu a troca “de imediato” de sua assessoria de contabilidade e assessoria de licitações por uma “possível indicação tendenciosa”. Ainda segundo a denúncia, as pessoas que assumiram os cargos possuem fotos com Dilmara e participaram de “amigos secretos” juntos à gestora interina. 

O texto revela três principais indagações acerca do processo: 

  • Se Dilmara assumiu como interina por 120 dias, porque realizar o distrato de contratos firmados em legítimo processo de licitação?;
  • De que forma seria remunerada a empresa apresentada pela gestora, já que não existiam informações de processo de licitação?;
  • Houve acordo prévio com a empresa indicada pela prefeita interina para que essa ganhasse a licitação?

No Município, a Lei 8.666/1993, acerca das licitações, valeria até o dia 31 de dezembro de 2023. No entanto, conforme a denúncia, Dilmara não teria seguido com as normas previstas na legislação ao promover a mudança dos cargos. A prefeita também é acusada a utilização de um servidor para sua autopromoção, até mesmo em eventos fora da cidade.

Em suas redes sociais, Dilmara publicou vídeo em que afirma que sofreu um golpe pelo Legislativo. “Estive 120 dias à frente do Executivo e nós sabemos do trabalho que foi feito, a população reconhece o nosso trabalho”, disse. “A gente chama a população para que, juntos, possamos lutar, porque foi um golpe que foi aplicado. Sabemos que esse não é o desejo da população de Limoeiro”, completou.

Opinião Direta ao Ponto

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