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‘Papisa do Orgasmo’: professora do ensino básico é demitida por dar conselhos sobre prazer sexual na internet

Screenshot 2024-01-16 at 14-58-15 'Papisa do Orgasmo' professora do ensino básico é demitida por dar conselhos sobre prazer sexual na internet

Uma professora do ensino básico de Mühlviertel (Áustria) foi demitida no fim de dezembro por dar conselhos na internet sobre orgasmo.

Monika Rahel Ring, de 47 anos, oferece dicas sobre como apimentar a vida sexual, especialmente para pessoas com mais de 45 anos, e alcançar “orgasmos múltiplos”. Ela se apresenta na web como a “Papisa do Orgasmo”.

No material “extraclasse”, Monika não usa pornografia nem imagens com nudez. Porém, mesmo assim, ele foi considerado inapropriado.

Quando sua atividade fora da escola foi descoberta, Monika foi abordada pelo diretor, que lhe disse que ela tinha que escolher entre a docência e a carreira como conselheira sexual. Ela respondeu que não abriria mão do trabalho fora da sala de aula.

A decisão levou o diretor a demitir a professora, que estava na escola desde 2016, sem direito a indenização. A austríaca havia rejeitado a rescisão amigável oferecida pela direção.

“Isso equivaleria a uma admissão de culpa”, explicou ela.

Monika foi à Justiça contra a decisão, de acordo com o jornal “Kurier”. O advogado da professora, Steyregger Manfred Arthofer, afirmou que “em pleno século XXI, as escolas deveriam ser mais esclarecidas”.

“A decisão foi tomada após discutir o assunto com os envolvidos e realizar os relatórios exigidos, bem como uma consideração cuidadosa”, afirmou Alfred Klampfer, segundo o jornal “Oberösterreichische Nachrichten”. Ele citou que a lei austríaca exige que os professores garantam que a sua conduta profissional tenha a “confiança do público”. Além disso, Klampfer destacou que os perfis de Monika nas mídias sociais podem ser acessados por qualquer pessoa.

“Como professora estadual, é claro que você deve se apresentar adequadamente em público. Informações tão generosas com relatos sobre a sua própria vida sexual vão longe demais. Expressões como ‘explodir a vida sexual com orgasmos múltiplos’ não são esperadas de um professor de uma escola primária”, afirmou uma carta enviada pela direção à educadora.

Monika argumentou que não estava fazendo “nada de errado” e que jamais discutiu sexualidade na escola, onde dava aulas de educação física e educação integrada e fornecia apoio pedagógico.

“Sempre tive interesse em ter uma vida sexual maravilhosa e participei de um curso de formação”, declarou ela, garantindo que os seu vídeos “só falam de sexualidade” e não trazem nenhum conteúdo explícito.

“Todo mundo gosta, mas ninguém pode falar sobre isso”, criticou. “É ruim que o sexo ainda seja um tabu. Espero que o meu caso faça as pessoas refletirem”, finalizou.

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