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Ceará x Cuiabá: envolvidos dos times sabiam que adversários eram do esquema de apostas

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A máfia das apostas no futebol, de acordo com investigações do Ministério Público de Goiás, aliciou quatro jogadores – dois de cada time – na partida entre Ceará e Cuiabá, pela 32ª rodada do Brasileirão de 2022, que terminou empatada em 1 a 1, na Arena Castelão, em outubro do último ano. O detalhe é que os próprios atletas sabiam que os adversários também estavam envolvidos no mesmo esquema de manipulação. A informação foi divulgada pelo O Globo.

Os atletas cooptados pela quadrilha de apostadores foram Nino Paraíba e Richard, do Ceará, e Igor Cariús e Denilson Alves, do Cuiabá. Aliciados a tomar amarelo, todos os jogadores mencionados foram advertidos com cartões pelo árbitro durante o jogo. A operação que envolvia este quarteto foi denominada de “Operação FDS (fim de semana)”.

O caso veio à tona após mapeamento realizado nos documentos de investigação do Ministério Público de Goiás (MPGO). Segundo mensagens extraídas dos celulares dos membros da quadrilha de apostadores, os atletas de Ceará e Cuiabá tinham ciência da participação dos oponentes no esquema.

Dos quatro jogadores em questão, apenas Igor Cariús foi denunciado como réu pelo Ministério Público de Goiás. Mesmo com os nomes citados nas conversas, Denilson Alves, Richard e Nino Paraíba não foram denunciados. Este último, inclusive, fechou acordo com o MPGO para ser testemunha na fase de investigação.

O esquema de apostas não foi o único ponto negativo da partida entre Ceará e Cuiabá, pelo Brasileirão 2022. O jogo também ficou marcado por cenas de desespero nas arquibancadas da Arena Castelão e, por isso, precisou ser encerrado com antecedência. Uma briga generalizada foi iniciada no setor superior norte e se estendeu para dentro do campo de jogo.

Para sair da confusão, alguns torcedores entraram no gramado em busca de refúgio e proteção. Entretanto, a situação fugiu do controle quando alguns vândalos envolvidos na briga também invadiram o campo para perseguir jogadores do Alvinegro de Porangabuçu. Os atletas fugiram para o vestiário.

Por conta das cenas vistas nas arquibancadas do Gigante da Boa Vista, o Ceará foi punido, em primeira instância, com multa de R$ 100 mil e seis jogos de portões fechados. O clube entrou com recurso e a multa foi mantida, mas a quantidade de perda de mando de campo foi elevada para oito partidas.

Entretanto, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) converteu parte da pena e o clube passou a poder receber público restrito a mulheres, crianças e Pessoas com Deficiência (PCDs) nos três últimos jogos da punição. A partida contra o Novorizontino, deste domingo, 28, já contou com a volta da torcida. Portanto, o Vovô ainda precisará cumprir dois jogos nestas circunstâncias.

OP

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