A tradicional Festa de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira de Capistrano, chega ao seu 122º ano de história, marcada por fé, devoção e momentos que se tornaram referência cultural na região do Maciço de Baturité.
O evento religioso teve início em 1903, organizado pelo Monsenhor Manoel Cândido dos Santos, vigário de Baturité, e pelo fazendeiro Daniel Ferreira Lima, devoto da santa. As primeiras celebrações contavam com um novenário simples e barracas de palha ao lado da Igrejinha, local onde hoje funciona a Prefeitura.
Segundo relatos, em 1912 a festa ganhou força ao atrair visitantes de outras cidades. Uma grande caravana partiu de Baturité a cavalo, liderada pelo casal recém-casado Comendador Ananias Arruda e Ana Arruda, sobrinha do Monsenhor Manoel Cândido, demonstrando a importância crescente da festividade.
Na década de 1950, sob o paroquiato do padre Paulo Ferreira de Almeida, a festa alcançou grande proporção, estendendo-se até a rua Galdino Ferreira Lima. Com parques, barracas e bancas de jogos, consolidou-se como a maior festa popular da região depois da de São Francisco, em Canindé.
Apesar da tradição, três anos marcaram a ausência das festividades de rua. Em 1958, por causa da grande seca, o padre Geovane decidiu restringir a programação ao novenário, com orações pedindo chuvas. Em 1980, devido a uma intervenção política, a festa foi deslocada para um espaço atrás do mercado público, perdendo o caráter familiar. Já em 2020, a pandemia da Covid-19 impediu a realização da celebração popular, mantendo apenas a parte religiosa.
Hoje, a Festa de Nossa Senhora de Nazaré segue sendo um dos maiores símbolos de fé e identidade cultural de Capistrano, reunindo moradores e visitantes em devoção e confraternização.
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Fonte: Otacílio Aguiar da Cunha – Capistrano Antigo









