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“Portão do Inferno”, a cratera na Ásia que pega fogo há 50 anos

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Um pequeno vilarejo com 350 habitantes, localiza no norte do Turcomenistão, país da Ásia Central e ex-república soviética, abriga o “Portão do Inferno”, uma cratera de 70 metros de largura e 30 metros de profundidade que pega fogo há mais de 50 anos.

A história da formação dessa cratera é cercada de mistérios. Embora não esteja claro quando o buraco começou a queimar, acredita-se que ela pode ter sido criada em 1971, quando uma plataforma de perfuração da União Soviética estava procurando petróleo no deserto de Karakum.

Quando realizaram a perfuração no solo, eles encontraram uma reserva de gás natural, que fez com a terra desmoronasse e alguns equipamentos foram engolidos pelo buraco, ainda sem fogo.

Uma das hipóteses é que, para evitar uma “catástrofe ambiental”, ou que moradores e animais locais se intoxicassem, uma vez que havia-se constatado a presença do metano (CH4), um gás tóxico e invisível, alguém – desconhecido até então – ateou fogo.

A intenção era queimar toda a reserva de gás, que acreditavam durar algumas semanas, mas o buraco no meio do deserto não parou de queimar – ainda – e já dura mais de 50 anos.

Outra teoria, de acordo com geólogos turcomenos, ouvidos pela BBC, é o buraco se formou na década de 1960 e começou a pegar fogo por volta de 1980.

“Há inclusive controvérsia sobre se ela foi incendiada acidentalmente, como pela queda de um raio, ou se foi intencional”, diz um dos geólogos.

Em 2013, o explorador canadense George Kourouni, que havia realizado a viagem com o objetivo de entender como essa “chama eterna” se originou, disse à BBC que uma das coisas mais frustrantes é que não há muita informação ou documentos que comprove as teorias envoltas nesse mistério.

Apesar do nome, o “Portão do Inferno” virou ponto turístico no país. Elas caminham pelo deserto para testemunhar o acontecido. Seu brilho noturno fascina os cerca de seis mil aventureiros que visitam o local por ano.

O Povo

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