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Pesquisa questiona os famosos benefícios da taça de vinho diária

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Uma pesquisa recente publicada no Journal of Studies on Alcohol and Drugs questiona a famosa máxima de que uma taça de vinho por dia é o segredo para uma vida longa e saudável.

O cientista Tim Stockwell, da Universidade de Victoria, no Canadá, e seu grupo vêm tentando desfazer essa crença popular e, para tanto, revisaram 107 estudos científicos sobre o consumo de álcool e seus impactos à saúde.

Segundo Stockwell, à primeira vista, de acordo com as conclusões de várias pesquisas analisadas, o consumo moderado de bebidas seria vantajoso para as pessoas, pois foi associado a menores riscos de doenças cardíacas e de doenças crônicas. No entanto, de acordo com a revisão realizada pelos pesquisadores, os estudos que relacionaram o consumo moderado de álcool a benefícios à saúde sofrem de erros sérios de conceito.

Os trabalhos estão concentrados em informações de saúde de adultos mais velhos, comparando usuários moderados de álcool com bebedores ocasionais ou abstêmios. De acordo com Stockwell, o retrato acaba distorcido pois não leva em consideração pessoas que fizeram uso de álcool a vida inteira e foram recomendadas a parar justamente por conta dos prejuízos à saúde que tiveram.

“Bebedores moderados foram comparados com grupos de “abstêmios” e “bebedores ocasionais” que incluíam alguns adultos mais velhos que pararam ou reduziram o consumo de álcool porque desenvolveram uma série de problemas de saúde. Isso faz com que as pessoas que continuam a beber pareçam muito mais saudáveis ​​em comparação”, aponta Stockwell, em nota de divulgação distribuída à imprensa.

Stockwell explica que as pesquisas realizadas com pessoas jovens ou de meia-idade (média de idade de 55 anos) mostraram que o consumo moderado de bebidas alcoólicas não traz vantagens para a saúde.

“Beber moderadamente provavelmente não prolonga a vida das pessoas–e, de fato, traz alguns riscos potenciais à saúde, incluindo riscos aumentados de certos tipos de câncer. É por isso que nenhuma grande organização de saúde jamais estabeleceu um nível livre de risco de consumo de álcool”, pontua o cientista.

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