De Segunda a Sexta – 06h às 07h

FM Maior 93.3

Ouça ao vivo

De Segunda a Sexta – 06h às 07h

saúde

Novo chip identifica 32 doenças de uma vez; Prevenção

agntee.png

Um chip revolucionário, desenvolvido por pesquisadores da Alemanha, promete mudar o sistema de diagnóstico de doenças: ele identifica 32 delas de uma vez só!

Criado no Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf (HZDR), um laboratório de pesquisa em Dresden, o produto é pequeno e utiliza transistores que geram uma corrente elétrica e conseguem identificar agentes patogênicos.

Eles ainda conseguiram demonstrar, pela primeira vez, o funcionamento usando interleucina-6 (IL-6), molécula responsável pela comunicação entre células do sistema imunológico. “Seja um simples resfriado ou um câncer, a concentração de IL-6 muda. Diferentes doenças, bem como diferentes estágios de uma doença, produzem diferentes quadros clínicos. É por isso que a IL-6 é muito adequada como marcador”.

Funcionamento simples

Simultaneamente, ao entrar em funcionamento, o dispositivo pode realizar até trinta e duas análises de uma amostra e detectar doenças como a gripe, ou a COVID-19, logo no início. Isso vai ajudar na prevenção e tratamento.

O funcionamento do chip que usa transistores de efeito de campo (FEts) é bem simples.

Uma corrente elétrica definida flui de A para B. Essa corrente pode ser regulada pelo potencial elétrico na superfície de uma comporta, que funciona como uma válvula.

Biomoléculas relevantes para doenças ligam-se à superfície da porta, alterando o potencial elétrico, bem como a corrente.

Se, no momento da ativação, não houve mudança significativa na corrente, quer dizer que nenhuma biomolécula se ligou à superfície.

Por outro lado, se a corrente mudar, significa que moléculas relacionadas a doenças podem ser detectadas na superfície.

Isso porque esses biossensores podem ser projetados para detectar diferentes biomoléculas, como as de agentes patogênicos.

Diferentes correntes, diferentes agentes

Segundo o grupo envolvido na pesquisa, as células cancerígenas, vão ter uma corrente diferente de, por exemplo, a do vírus da gripe.

Com isso, é possível programar os sensores e identificar os agentes patogênicos.

Transistores reutilizáveis

Uma das principais desvantagens de biossensores eletrônicos baseados em FET era que as superfícies de teste não podiam ser reutilizáveis e o transistor era descartado a cada amostragem. Porém, o grupo conseguiu dar um passo além e contornar o problema.

Para isso, eles não faziam os testes diretamente na superfície do transistor, mas sim em um eletrodo separado que fica conectado na porta do transistor.

“Isso nos permite a oportunidade de usar o transistor várias vezes. Separamos o portão e nos referimos a ele como um ‘portão estendido’, – isto é, uma extensão do sistema de teste”, concluiu.

Método mais apurado

E para tornar a técnica ainda mais apurada, a equipe do Laboratório utilizou nanoestruturas.

As nanopartículas conseguem ampliar ainda mais o sinal de tensão.

“A sensibilidade dos testes é consideravelmente maior do que quando trabalhamos sem nanopartículas”, disseram.

Em comparação com tecnologias que já existem no mercado, o sistema é mais econômico e mais rápido.

Compartilhe essa notícia:

Busca

Outras notícias

Mais lidas

Programa do Rochinha
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.