De Segunda a Sexta – 06h às 07h

FM Maior 93.3

Ouça ao vivo

De Segunda a Sexta – 06h às 07h

meio ambiente

Governo do Ceará e Banco Mundial discutem colaboração e investimentos em H2V no estado

20240322084510__MG_6855

Uma reunião técnica, realizada na manhã desta sexta-feira (22), no Palácio da Abolição, reuniu representantes do Governo do Ceará, Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Federação das Indústrias (Fiec), Fortescue (primeira empresa a obter licença prévia para uma planta de hidrogênio verde no Ceará) e a IFC (International Finance Corporation), principal instituição do Banco Mundial voltada para o fortalecimento do setor privado nos países em desenvolvimento, com vistas ao combate à pobreza. O principal objetivo do encontro foi discutir potenciais áreas de apoio da IFC no Ceará no tocante ao hidrogênio verde (H2V) e infraestrutura relacionada. Capitaneada pela gerente senior de Inovação e Negócios, Diep Nguyen-Van Houtte, a comitiva teve acesso à infraestrutura necessária para o desenvolvimento do hub do H2V, bem como o status do projeto da Fortescue no Complexo do Pecém e possíveis áreas de colaboração com a IFC.

Presidente do CIPP, Hugo Figueiredo destacou as vantagens competitivas do complexo e disse que o Pecém está preparado para receber os empreendimentos do hub de H2V, entre outros. “Desde 2002, o Complexo do Pecém tem um planejamento estratégico para agrupar essa variedade de empresas com diversas atuações e está atualizando esse plano com a chegada do hidrogênio verde e também da Transnordestina”, disse. Segundo ele, o Ceará está à disposição do IFC do Banco Mundial para discutir os projetos. “O Ceará pode avançar muito com essas novas oportunidades”, disse.

O secretário da Fazenda, Fabrízio Gomes, explicou que o Governo do Estado tem dialogado com o setor privado, representado pela Fiec, não somente no que diz respeito ao hidrogênio verde, mas em relação a toda cadeia produtiva. “Não existe estado forte sem empresas fortes e competitivas” e chamou atenção para a importância de um Estado equilibrado e sustentável do ponto de vista fiscal, para fazer os investimentos necessários ao desenvolvimento econômico. “É importante vocês saberem que o Ceará tem essa cultura de equilíbrio fiscal, que o setor privado está se desenvolvendo e que o setor público está equilibrado para poder fazer os investimentos também em infraestrutura”, pontuou.

Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec, comentou que o interesse do Banco Mundial em financiar projetos locais é resultado do trabalho que vem sendo realizado em conjunto pelo Governo do Estado, Federação das Indústrias e universidades. “Eles estão entendendo essa sintonia”, afirmou, acrescentando que “em 70 anos, nós nunca tivemos uma chance tão grande de mudar a vida das pessoas com sol e vento, exatamente do que a gente reclamava e que, hoje, com certeza, representa o futuro, a mudança e paradigma de futuro das pessoas nos próximos anos”.

Segundo Cavalcante, a transição energética já é uma realidade no Ceará e as perspectivas são as melhores possíveis, porque, conforme destacou Diep Nguyen-Van Houtte, a IFC dispõe de fundos e o organismo tem interesse em investir no estado, porque o Brasil, junto com a Índia e a China, desponta na área das energias renováveis no mundo. Na visão do Banco Mundial, é estratégico investir em H2V no Brasil e o organismo está disposto a assumir riscos, podendo apoiar desde a fase de pré-projetos, passando por infraestrutura e participação acionária, atém financiamentos de longo prazo e trazendo investimentos. Para o Banco, o Brasil tem um diferencial muito importante porque existe um mercado que se desenvolve internamente e não apenas para exportação. E esta é considerada uma grande vantagem competitiva. O Ceará já produz, 1,3 GW de energia renovável.

O country manager da Fortescue no Brasil, Luis Viga, apresentou um panorama do projeto para produção de hidrogênio verde da empresa no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), com investimentos de cerca de R$ 20 bilhões e destacou para os executivos do IFC que o potencial do Brasil e do Ceará para liderar a transição energética é enorme. “As vantagens que o Brasil tem em comparação a outros, como o custo menor da energia renovável, qualidade e disponibilidade dos recursos solares e eólicos, redes de transmissão espalhadas pelo território, entre outros, são poderosas. O desenvolvimento da indústria de hidrogênio verde não só contribui para a descarbonização, mas para a neoindustrialização do país, trazendo oportunidades para outros setores como fertilizantes e aço verde”, afirmou.

Governo do Ceará

Compartilhe essa notícia:

Busca

Outras notícias

Mais lidas

Programa do Rochinha
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.