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Em 48 horas, três açudes com mais de 200 hm³ sangram no Ceará

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Até o início do fim de semana, o maior açude sangrando no Ceará era o Aracoiaba, no município de mesmo nome, com 100% de carga dos seus 163 hectômetros cúbicos Um hectômetro cúbico equivale a 1.000.000.000 litros de água  (hm³). De lá para cá, três açudes maiores, todos com mais de 200 hm³ de capacidade, passaram a verter no Estado.

Dois foram ainda no domingo e em macrorregiões bem distintas. Ainda durante a madrugada, na região hidrográfica de Acaraú — uma das mais cheias desta quadra chuvosa —, o açude Edson Queiroz, em Santa Quitéria, sangrou pela primeira vez desde junho de 2011. Ele foi um dos quatro reservatórios a voltar a verter após mais de 10 anos.

O reservatório de 254 hm³ é particularmente importante para a economia, não só por abastecer o entorno, como por poder ter a água usada na exploração de urânio, nas minas no limite do município com Itatira.

Também no domingo, mas na região Metropolitana, o Pacajus, em Chorozinho, com pouco mais de 254 hm³, voltou a sangrar após um ano. 

Já nesta segunda-feira, 8, foi a vez do Caxitoré, em Umirim, na região do Vale do Curu. Ele tem capacidade para 202 hm³ de água. Só esses três açudes, somados, acumulam 710 hm³. Para se ter ideia, essa quantidade de água seria suficiente para encher 284 mil piscinas olímpicas de 2 metros de profundidade.

Estes três açudes de porte grande devem ser superados em breve por um dos maiores do Estado. O Araras, em Varjota — quarto do Ceará em capacidade, com 859 hm³ — chegou a 98,35% de volume. Sozinho, ele suplanta o acumulado dos outros três.

Ao todo, 51 dos 157 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) no Ceará estão sangrando, pouco depois da metade da quadra chuvosa, que vai de fevereiro a maio. Ao todo, a capacidade hídrica do Estado estava em 49,3%, de acordo com a Resenha Diária da Companhia nesta segunda-feira, 8.

O cenário tende ligeiramente a se manter e até melhorar, em vista de que a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) estima em 40% de chances de chuvas dentro da média histórica entre os meses de abril, maio e junho.

O Povo

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