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Copa Feminina: namoradas jogam em seleções que podem se enfrentar

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Se os relacionamentos LGBTQIAPN+ ainda são considerados tabu na seleção brasileira masculina, algumas jogadoras convocadas para a Copa do Mundo Feminina de 2023 compartilham o campo com as próprias namoradas. E mais: em equipes adversárias.

Os casais da Copa não se enfrentam na fase de grupos, mas a disputa entre as seleções pode acontecer de acordo com o desempenho das futebolistas.

A seguir, confira quatro namoradas que poderão jogar como adversárias em caso de classificação no torneio.

O casal já foi notado pelo público durante as Olimpíadas de Tóquio, quando Sam Kerr e Kristie Mewis disputaram a medalha de bronze para as suas equipes. Com a derrota da Austrália (seleção de Kerr), Mewis consolou a “adversária” no final do jogo.

A partida que aconteceu em Tóquio pode ser repetida na Copa do Mundo Feminina de 2023, com resultado diferente. Em caso de classificação, a Austrália enfrenta os Estados Unidos mais uma vez.

Ann-Katrin Berger e Jess Carter começaram o relacionamento ao dividirem uma casa e se tornarem amigas. Jess havia terminado com o ex-namorado e se aproximou de Berger, que a levou para um encontro.

“Eu definitivamente senti que algo estava mudando, mas foi só quando nos beijamos que eu realmente pensei sobre as coisas de uma maneira diferente”, revelou Jess Carter ao jornal The Guardian.

As duas já se encontraram em campo na Eurocopa Feminina da Uefa em 2022 — Berger representou a Alemanha, e Carter, a Inglaterra. “Não havia realmente nenhuma competição direta porque nós dois somos pessoas muito tranquilas”, disse Jess sobre a partida.

A zagueira da Suécia, Magdalena Eriksson, e a meia da Dinamarca, Pernille Harder, se conheceram quando jogavam para o clube sueco Linkopings. Atualmente, ambas vivem um romance há cerca de 10 anos.As atletas possuem um histórico de ativismo com a comunidade LGBTQIA+ e ficaram conhecidas pelo público ao protagonizarem um beijo na Copa do Mundo Feminina de 2019. Após a vitória da Suécia contra o Canadá, Eriksson correu até as arquibancadas para beijar Harder e sua ação viralizou.“Acho que foi quando senti a demanda por modelos (LGBTQIA+), por causa de seu tamanho e de quantas pessoas escreveram para mim no Instagram dizendo que nos admiravam e o quanto os ajudamos”, confessou Magdalena Eriksson.

As duas jogadoras fazem parte do clube de futebol Lyon e compartilharam a primeira foto juntas depois da vitória na Champions League. “Essa é especial”, acrescentou Danielle Van De Donk em sua legenda no Instagram.

Ellie Carpenter e Danielle Van De Donk podem se enfrentar na Copa do Mundo Feminina de 2023, representando a Austrália e a Holanda, respectivamente.

O Povo

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