Quase três meses depois do fim da estação chuvosa, os açudes do Ceará estão com quase metade da sua capacidade total. Segundo a Cogerh, o Estado tem 8,6 bilhões de metros cúbicos de água armazenada, o que representa 46,6% do volume dos 157 reservatórios monitorados. Esse é o melhor cenário para agosto desde 2012, quando a reserva era de 55,7%.
No entanto, a situação ainda é de alerta, pois as chuvas de 2024 podem ser afetadas pelo El Niño, um fenômeno climático que provoca o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Além disso, as altas temperaturas causadas pelo aquecimento global aumentam a evaporação da água dos açudes, especialmente do Castanhão, o maior do Estado.
O Castanhão está com 29% do seu volume e pode chegar a 20% até janeiro de 2024. Ele é responsável por abastecer a Região Metropolitana de Fortaleza e outras cidades do interior. Por outro lado, há 43 açudes que estão com mais de 90% da capacidade, sendo que um deles, o Germinal, em Pacoti, está sangrando.
A distribuição da água nos açudes varia conforme a região do Estado. A bacia hidrográfica do Coreaú é a que tem a maior reserva proporcional, com 89,2%. Já a do Sertão de Crateús é a que tem a menor, com 27,3%. A Cogerh recomenda o uso racional e consciente da água, para evitar o desperdício e garantir o abastecimento.



