Em meio ao impasse do PDT para a definição do nome que concorrerá ao governo do Ceará, o presidenciável Ciro Gomes assumiu nos últimos dias a articulação que tenta garantir um palanque exclusivo, em seu principal reduto eleitoral, para sua candidatura ao Palácio do Planalto. O risco de rompimento da aliança pedetista com o PT cearense, que diverge da condução de Ciro, fez com que seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE), desponte como opção para a disputa. Cid, que vem negando esta possibilidade, tem relação próxima com o ex-governador Camilo Santana (PT), que o sucedeu no governo em 2014.
A relação entre Ciro e Camilo, pré-candidato ao Senado, se deteriorou após o petista defender a atual governadora Izolda Cela (PDT), sua antiga vice, como candidata à sucessão. Izolda, que recebeu apoio também de siglas da base governista como PP e MDB, é o nome visto como mais próximo ao PT, com chance de abrir palanque ao ex-presidente Lula. Ciro, por sua vez, apontou preferência pelo ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), considerado o mais alinhado ao pedetista, e declarou em maio que não se submeteria “ao lado corrupto do PT”.
O Globo




