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Ceará é o estado do Nordeste com mais internações por atropelamentos em 2023

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Um levantamento produzido pela Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) aponta que o Ceará é o estado nordestino com o maior número de internações de pacientes atropelados em 2023. Apenas no primeiro semestre deste ano, 915 pessoas envolvidas em acidentes no trânsito precisaram ser hospitalizadas — número 10,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Os dados veiculados pela associação sobre os seis primeiros meses de 2023 ainda expressam que o Nordeste — com 2.802 internações — é a terceira região brasileira mais atingida pela violência no trânsito. 

O pódio nacional dos estados com mais pessoas atingidas durante o primeiro semestre deste ano é composto por Goiás (6.402), São Paulo (3.077), Minas Gerais (2.457), Rio de Janeiro (966) e Ceará (915). Dos cinco, apenas o Ceará teve redução quando comparado com o mesmo período de 2022.

Em todo o País, 18.798 indivíduos atropeladas precisaram se hospitalizar durante os seis primeiros meses deste ano. Em comparação com o mesmo intervalo de 2022, há um aumento de 12,9% nas internações.

Tendo como base o primeiro semestre de 2023 no panorama nacional, o estudo mostra um aumento de 37,9% no número de internações de pessoas entre 60 a 69 anos em comparação a mesma faixa de 2022.

Ademais, indivíduos na faixa dos 70 aos 79 anos e dos 80 anos também viram, em 2023, a taxa de hospitalização decolar: os crescimentos registrados foram de 26,6% e 34,2%, respectivamente.

Entre os adultos incluídos na faixa dos 50 aos 59 anos, registrou-se um incremento de 21% em incidentes. Por sua vez, o grupo de 30 a 39 e 40 a 49 presenciou um aumento de 9,9%. Já a faixa dos 15 a 19 e 20 a 29 anos viu um crescimento de 9,4% e 1,5%, respectivamente.

A entidade sublinha que a ampliação das internações é motivo de preocupação, uma vez que podem simbolizar um processo de deterioração das condições para pedestres no País. As pessoas que andam a pé suplantaram a posição dos motociclistas como principais vítimas da violência no trânsito.

De acordo com o diretor científico da Abramet, dr. Flávio Emir Adura, a alta nos números pode ser explicada pelo aumento de automóveis nas vias e pela falta de atenção dos condutores. “Muitos circulam com pressa, muitas vezes falando ao celular, lendo e enviando mensagens. A falta de atenção de condutores e de pedestres aumenta imensamente o risco de atropelamento, que pode gerar consequências graves e incapacitantes”, afirma.

O diretor ainda delineia ser importante que políticas públicas direcionadas à diminuir o risco de atropelamento sejam fomentadas. Para Adura, estruturas como passarelas, postes de iluminação e barreiras podem ser usadas para aumentar a segurança dos pedestres.

“Ainda é necessário que existam campanhas de conscientização sobre a função desses equipamentos, tanto para os pedestres quanto para os motoristas. Calçadas em condições ideais de uso e manutenção também são fundamentais para evitar que o pedestre precise acessar a pista”, completa.

O Povo

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