O grupo dissidente do PDT não deu por encerrada a briga para destituir do cargo o presidente regional André Figueiredo e manteve, para a próxima sexta-feira (7), em Fortaleza, a reunião convocada para redefinir os rumos da sigla no Ceará.
Líder do movimento rebelde, o senador Cid Gomes argumenta que a reunião do Diretório Estadual está respaldada pelo Estatuto do partido e, por convocação da maioria, o encontro será realizado. A briga pode chegar à Justiça.
A decisão dos dissidentes foi mantida após a Executiva Nacional assumir a responsabilidade pelos atos da legenda no Ceará. A disputa interna abriu a mais profunda crise na história do PDT cearense, tornando público o conflito entre os irmãos Cid e Ciro Gomes.
Embora não tenha sido usada a expressão intervenção ou dissolução, o Diretório Estadual do PDT ficou esvaziado com a retirada do poder de voto dos convencionais. Ou seja, com base no Artigo 67 do Estatuto do partido, caberá ao presidente nacional André Figueiredo a assinatura de qualquer ato legal sobre a agenda regional da agremiação.
Se os dissidentes fazem a interpretação de que não houve intervenção, nem dissolução do Diretório Estadual, por outro lado, o grupo liderado pelo ex-presidenciável Ciro Gomes não tem meio termo e vai administrar o PDT na certeza de que os aliados do Palácio da Abolição estão fora do partido.
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