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Bandeira vermelha: conta de luz fica 15% mais cara no Ceará em setembro

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A conta de luz vai aumentar 15% no Ceará a partir deste mês, conforme comunicado da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O reajuste acontece após ser acionada a bandeira vermelha faixa 2, válida desde estão valendo desde domingo (1º). A conta mais cara já deve ser sentida nesta fatura dos consumidores. De acordo com a Aneel, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada em razão da previsão de chuvas abaixo da média para o mês, resultando em expectativa de afluência nos reservatórios das hidrelétricas do País – cerca de 50% abaixo da média.

“Esse cenário de escassez de chuvas, somado ao mês com temperaturas superiores à média histórica em todo o país, faz com que as termelétricas, com energia mais cara que hidrelétricas, passem a operar mais. Portanto, os fatores que acionaram a bandeira vermelha patamar 2 foram o GSF (risco hidrológico) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD)”, disse a Aneel, em comunicado publicado na última sexta-feira (30 de agosto).

Segundo a Aneel, a bandeira vermelha patamar 2 não era acionada desde agosto de 2021. Uma sequência de bandeiras verdes foi iniciada em abril de 2022 e interrompida apenas em julho de 2024, com bandeira amarela, seguida de bandeira verde, em agosto. “Com o sistema de bandeiras, o consumidor consegue fazer escolhas de consumo que contribuem para reduzir os custos de operação do sistema, reduzindo a necessidade de acionar termelétricas. Antes das bandeiras, o repasse desses custos de operação era feito apenas nos reajustes tarifários anuais: o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto”, disse a Aneel.

A Agência recomenda aos consumidores utilizar a energia de forma consciente e evitar desperdícios que “afetam a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”.

BANDEIRAS

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

  • Bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia): sem custo extra;
  • Bandeira amarela (condições menos favoráveis): redução de 37% em relação ao valor anterior. A tarifa será de R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado; ou R$ 1,88 a cada 100kWh;
  • Bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis): redução de 31% em relação ao valor anterior. A tarifa será de R$ 44,63 por MWh utilizado; ou R$ 4,46 a cada 100 kWh;
  • Bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis): redução de 20% em relação ao valor anterior. A tarifa será de R$ 78,77 por MWh utilizado; ou R$ 7,87 a cada kWh.

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