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Número de casamentos chega perto do nível pré-pandemia, mas volume de divórcios é o mais alto em 10 anos

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O número de casamentos no Brasil está crescendo e chegando perto do nível anterior ao auge da pandemia. Por outro lado, o volume de divórcios é o mais alto em dez anos. Foram mais de 386 mil dissoluções de casamento.

Isso se reflete também no tempo das uniões. Atualmente, um casamento no Brasil dura, em média, 13 anos, o menor patamar da série histórica registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para entender os motivos pelos quais tantos brasileiros têm decidido se casar e se separar, o Profissão Repórter desta terça-feira (3) viajou até Goiás para acompanhar um mutirão de divórcios organizado pela Defensoria Pública do estado.

Falta de diálogo, tédio na rotina e traição são alguns motivos relatados pelas pessoas para dar fim ao casamento.

“Rotina, ficar só em casa. Trabalho em casa, aí não sai, não curte a vida a dois”, contou Naiara Assunção, doméstica.

Já o casal Pedro de Araújo, que trabalha como pedreiro, e a empregada doméstica Silene de Melo, os motivo para o divórcio – depois de 26 anos de união – foram traição e falta de diálogo.

“Não tem diálogo. Começa a falar, é discussão”, explicou Pedro.

A traição partiu de Silene, que se explicou: “A pessoa me deu muita atenção, cuidou de mim. Ele não estava mais cuidando.Ninguém é perfeito, não, e ele se acha muito perfeito”, disse a doméstica.

A equipe de reportagem também acompanhou histórias de união. Em uma delas, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, 11 mulheres vestidas de noiva formaram uma fila na entrada da cadeia para um mutirão de casamento.

Os convidados, três por família, levavam bolos, salgadinhos e litros de refrigerante. Elas aceitaram o pedido de casamento de seus respectivos parceiros.

Entre os casais está Joelma, de 33 anos, e o noivo Alex Santos Morais, de 21, que está preso há nove meses por tráfico de drogas e roubo. Os dois oficializaram a união de seis anos.

oelma cuidou de tudo sozinha e cada detalhe da cerimônia exigiu muita atenção. O buquê de noiva feito com arames estava preocupando Joelma. Ela então colocou um palito de madeira para conseguir passar no raio-x na cadeia.

“O buquê tem um arame, aí diz que lá apita na máquina, não é permitido”, destacou.

“Esse caminho que eu estou seguindo, é o caminho que eu vou sempre continuar nesse caminho reto, porque esse caminho que trouxe felicidade na vida dela, na vida da minha mãe”, acrescentou Alex.

O casamento homoafetivo foi discutido por uma audiência pública na Câmara dos Deputados na última semana, e o Profissão Repórter acompanhou as falas dos parlamentares que são favoráveis à derrubada do contrato civil de união homoafetiva, e dos que pediam pelo arquivamento da discussão.

Um deles, que é contra o casamento, trocou duas vezes o gênero da deputada transexual que havia acabado de discursar, Duda Salabert (PDT-MG) – ela é a primeira mulher trans eleita na Câmara dos Deputados.

Enquanto deputados discutem impedir ou não a união homoafetiva, o repórter Guilherme Belarmino e o repórter cinematográfico Eduardo de Paula registraram o casamento de Irina Musa e da professora Ana Carolina de Souza Ferreira em um cartório civil em São Paulo.

G1

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