Após provocar a CBF por meio de ofício, a diretoria do Ceará conseguiu uma reunião com a comissão de arbitragem da entidade para discutir sobre o gol anulado de Guilherme Bissoli na partida contra o Guarani-SP, válida pela 21ª rodada da Série B do Brasileiro.
Os dirigentes do Alvinegro querem ter acesso aos diálogos do VAR com o árbitro central da partida no momento do lance referido, que culminou na decisão de anular o tento do Vovô. A reunião está marcada para esta quinta-feira (10), às 11h30min, na sede da CBF.
O presidente do Ceará, João Paulo Silva, e o diretor jurídico do clube, Frederico Bandeira, serão os representantes do Ceará na reunião, que deverá contar com Wilson Seneme, chefe da arbitragem brasileira, e o presidente da Federação Cearense de Futebol, Mauro Carmélio.
Apesar do encontro e independentemente do que for apresentado pela CBF, o Ceará vai dar entrada com uma notícia de infração ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por meio do procurador-geral Ronaldo Piacente, denunciando o árbitro da partida, Dyorgines Padovani, no artigo 259 do código brasileiro de justiça desportiva (CBJD), que pode punir o árbitro com suspensão e multa pecuniária.
O departamento jurídico do Vovô está embasado nas determinações mais recentes da IFAB, que faz as regras do futebol, que orienta aos árbitros uma revisão em campo (no monitor) em lances de mão na bola, situação que não ocorreu na partida entre Guarani e Ceará.
O artigo 259 também fala em possibilidade de anular a partida, mas o departamento jurídico do Ceará não pretende fazer essa solicitação ao STJD.
Quanto ao árbitro de vídeo, Carlos Eduardo Braga, os dirigentes do Vovô podem entrar ou não com notícia de infração contra ele a depender do que ouvirem dos áudios que solicitaram à CBF.
Diário do Nordeste


