Enquanto grande parte do mundo celebra o amor em 14 de fevereiro, no chamado Valentine’s Day, o Brasil nada contra a maré e celebra o Dia dos Namorados em 12 de junho. Mas por que essa diferença? A resposta está na intersecção entre religião, história e… marketing.
O dia 14 de fevereiro é celebrado em homenagem a São Valentim, um bispo que viveu no século III d.C. e foi executado a mando do imperador romano Cláudio II. O motivo? Valentim desafiou as ordens do imperador e realizou casamentos em segredo. Reza a lenda que ele se apaixonou pela filha de um carcereiro, o que selou seu destino. Séculos depois, foi canonizado pela Igreja, e sua história passou a simbolizar o amor romântico.
Em outras partes do mundo, a data do Dia dos Namorados também varia. No País de Gales, os casais comemoram no dia 25 de janeiro. Na Eslovênia, é no dia 12 de março, e em certas regiões da Espanha, os corações batem mais forte no dia 9 de outubro.
A criação brasileira: Santo Antônio e uma sacada de marketing
O 12 de junho no Brasil é uma criação genuinamente nacional. A ideia partiu do publicitário João Dória Neto, pai do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, João Dória. Em 1948, a pedido de lojistas paulistanos, ele propôs a criação da data como forma de aquecer as vendas no mês de junho, considerado fraco para o comércio após o movimentado mês de maio (mês das mães, noivas e casamentos).
Dória Neto escolheu estrategicamente o dia 12, véspera de Santo Antônio, conhecido como o “santo casamenteiro”. A proposta deu tão certo que foi sancionada oficialmente ainda em 1948 pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra.
77 anos de amor (e vendas)
Hoje, passadas mais de sete décadas, o Dia dos Namorados no Brasil movimenta não apenas o comércio, mas também setores como restaurantes, hotéis, agências de turismo, companhias aéreas e até o transporte rodoviário. É um dos períodos mais aquecidos para o varejo e para o coração dos brasileiros.
Mais do que uma data comercial, o 12 de junho se tornou um momento de celebrar o amor, fortalecer os laços e até reacender antigas paixões. Seja com presentes, jantares românticos, viagens a dois ou apenas um abraço sincero, o amor continua sendo o maior presente que podemos oferecer.
Então, que esta quinta-feira, 12 de junho, seja de amor verdadeiro, sorrisos, declarações, beijos apaixonados — e por que não, de reconciliações. Porque o amor, esse sim, vale cada momento.
Jornalista Luciano Luque



