Uma verdade indigesta. No Brasil, por ano, registram-se 57 mil mortes pelo consumo de ultraprocessados, produtos recheados de corantes, aromatizantes, edulcorantes, além de outros aditivos, com quantidades excessivas de açúcar, gordura e sódio. Cada vez mais baratos e acessíveis, artigos como refrigerantes, embutidos, salgadinhos de pacote e macarrão instantâneo estão relacionados à epidemia mundial de obesidade e ao avanço das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) – diabetes, câncer etc., além da depressão e dos casos de declínio cognitivo.
Para tentar deter a tendência e reduzir a procura, a Organização Mundial da Saúde e o Banco Mundial recomendam sobretaxar alimentos e bebidas que fazem mal. Um recurso com objetivo de aumentar o preço final deixando as mercadorias menos atraentes para o consumidor. As experiências em países de realidades distintas, como México, Reino Unido, Canadá, África do Sul, Chile e Portugal, entre outros, comprova a efetividade da iniciativa.
No Brasil, no momento em que a reforma tributária tramita no Senado, a ação vem sendo defendida por profissionais de saúde e representantes da sociedade civil. Assim como a medida, aprovada na Câmara, instituindo a desoneração da Cesta Básica, que deveria ser composta por itens essenciais e saudáveis, como feijão, arroz, frutas e legumes.
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