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Solidão aumenta o desejo por alimentos calóricos, aponta estudo

Screenshot 2024-04-08 at 00-35-25 Solidão aumenta o desejo por alimentos calóricos aponta estudo

Um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, descobriu que o sentimento de solidão pode aumentar o desejo por alimentos com alto teor calórico, como doces, sorvetes e chocolates.

Já está bastante estabelecido na comunidade científica que a compulsão alimentar funciona como um mecanismo de enfrentamento da solidão. A relação entre obesidade, depressão e ansiedade também possui evidências consolidadas.

Desta vez, o objetivo dos pesquisadores era documentar a atividade cerebral que interliga solidão e desejo por comida.

Após entrevistas com 93 mulheres, os pesquisadores separaram as voluntárias em dois grupos: as que obtiveram pontuações altas na escala de isolamento social percebido (solidão) e as que obtiveram pontuações baixas.

Os cientistas verificaram que as mulheres com níveis mais elevados de isolamento tendiam a ter maior acúmulo de gordura no corpo, menor qualidade da dieta, alimentação descontrolada e/ou baseada em recompensas. Elas também tinham níveis mais altos de ansiedade e depressão.

O passo seguinte foi realizar imagens do cérebro delas enquanto as voluntárias eram expostas a diferentes tipos de fotos, incluindo de alimentos super calóricos. As varreduras de ressonância magnética mostraram que as mulheres que se sentiam sozinhas experimentaram um aumento na ativação de regiões do cérebro associadas a um maior desejo de comer alimentos açucarados e uma diminuição na ativação das regiões associadas ao autocontrole.

“Essas descobertas são interessantes porque fornecem evidências do que sabemos intuitivamente”, disse a professora Arpana Gupta, uma das autoras do trabalho e especialista em pesquisas sobre a relação estômago e cérebro. “Quando as pessoas estão sozinhas ou solitárias, isso afeta mais do que a forma como se sentem: elas subnotificam o que comem, o seu desejo de comer e os seus desejos por alimentos não saudáveis”, afirmou.

A descoberta reforça a necessidade de que os tratamentos para a obesidade e o emagrecimento sejam pensados de maneira integral, com abordagem sobre vários aspectos do estilo de vida.

Metrópoles

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