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Sem contato com machos, crocodilo fêmea gera filhote sozinha

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Uma pesquisa científica registrou pela primeira vez o caso de uma fêmea de crocodilo que “engravidou sozinha”, gerando um filhote sem a necessidade de qualquer contato com um macho. O caso foi registrado em um zoológico da Costa Rica em 2018, mas o estudo somente foi divulgado na quarta-feira, 7 de junho de 2023.

A pesquisa foi publicada na Biology Letters, da The Royal Society Publishing, e rapidamente se tornou um viral nos portais de notícias do mundo diante da curiosidade gerada pelo fato inusitado. O fenômeno retratado no estudo é conhecido cientificamente como Partenogênese sistema de reprodução onde as fêmeas produzem descendentes sem que haja a intervenção de machos (fecundação por machos) ou “nascimento virginal” e já havia sido identificado em outras espécies.

Entre elas: pássaros, peixes e até outros répteis, mas nunca em crocodilos. Assim, a pesquisa é o primeiro registro documental e científico de um fato como esse para a espécie. 

Segundo os autores do estudo, essa característica pode ter sido herdada de algum ancestral evolutivo em comum como uma habilidade evolutiva, já que diversas espécies apresentam tal potencial.

Isso leva a crer que os dinossauros eventualmente também teriam a capacidade de se reproduzir sem a necessidade de um parceiro.

A fêmea, da espécie crocodilo-americano, tinha 18 anos quando o ovo foi posto, em 2018. Ela vivia isolada desde os dois anos, no parque Reptilania, já que sua espécie corre grave risco de extinção.

Ela estava separada dos demais répteis cerca de 16 anos e produziu sozinha um filhote gerado que era 99,9% geneticamente idêntico à mãe.

Ao todo, de acordo com informações da Reuters, agência internacional de notícias, o animal colocou 14 ovos. Fato considerado “normal” durante o período de acasalamento dos crocodilos em cativeiro, porém, por viver isolada, nenhum dos responsáveis pelo parque esperava o que veio a acontecer após cerca de 3 meses de encubação.

Dentro de um dos ovos estava um filhote completamente formado, porém, por não ter tido seu ciclo de formação completa, não conseguiu eclodir e acabou morrendo. Caso levantou questionamento da comunidade científica sobre a importância de uma avaliação cuidadosa de ovos postos por fêmeas isoladas há muito tempo. 

Em entrevista à BBC, um dos cientistas envolvidos no caso e identificado como Warren Booth, da Universidade Virginia Tech, nos Estados Unidos, contou que não ficou surpreso com a descoberta, pois a partenogênese é vista como evento relativamente comum em outras espécies.

Booth especulou que o motivo para que o fenômeno não seja visto em crocodilos é porque as pessoas não procuram por eles. Ele teoriza que isso deve acontecer em populações de baixa densidade, como aquelas que estão à beira da extinção.

“Não é incomum que répteis em cativeiro coloquem ninhadas de ovos, dado o período de isolamento dos parceiros, estes normalmente seriam considerados inviáveis e descartados. Essas descobertas, portanto, sugerem que os ovos devem ser avaliados quanto à viabilidade potencial quando os machos estão ausentes”, diz um trecho do artigo “Discovery of facultative parthenogenesis in a new world crocodile”. 

O Povo

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