Desde a aprovação do marco legal do saneamento básico, em 2020, o setor privado tem registrado uma expansão significativa no Brasil. O número de municípios com serviços de água e esgoto geridos por empresas privadas saltou de 291, em 2019, para 1.648 em 2024 — um aumento de 466%, de acordo com dados da Abcon (Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto).
Perspectivas para 2025
O próximo ano promete intensificar ainda mais o crescimento do setor, com grandes leilões previstos nos estados de Pernambuco, Pará e Rondônia. A expectativa é de que, até o final de 2025, o mercado privado de saneamento atenda metade dos municípios brasileiros, consolidando sua posição como um dos principais motores da universalização do serviço.
O marco do saneamento
Sancionado em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o marco legal do saneamento básico estabeleceu metas ambiciosas para garantir o acesso universal a serviços de água e esgoto. A nova legislação também foi desenhada para atrair investimentos privados ao setor, criando um ambiente de maior competição e eficiência.
Impactos e avanços
A entrada de operadores privados no mercado trouxe novos investimentos e tecnologias, além de uma perspectiva mais ágil para atingir a universalização dos serviços. O modelo de concessões municipais e regionais tem se mostrado eficaz, ampliando o alcance das empresas privadas de maneira significativa em apenas quatro anos.
Próximos passos
Com o aquecimento do setor e a realização de novos leilões, o saneamento básico no Brasil se aproxima de um ponto de transformação, buscando equilibrar eficiência, cobertura e qualidade no atendimento às necessidades da população.




