Um avião que chegou a ser usado pelo rei Charles III e pelo primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, foi forçado a dar meia-volta depois de atingir uma altitude de 14.500 pés (cerca de 4.200 metros), quando os membros da tripulação perceberam que duas de suas janelas estavam praticamente “abertas”.
O Airbus A321 decolou do aeroporto Stansted, em Londres (Inglaterra), para Orlando (Flórida, EUA), em 4 de outubro, com janelas que foram danificadas por luzes de alta potência usadas durante uma filmagem no dia anterior, para dar a ilusão do nascer do sol, de acordo com reportagem do jornal “The Independent”.
As luzes brilharam no lado direito da aerinave por mais de cinco horas e no lado esquerdo por quatro horas. O efeito deveria ser usado a pelo menos 10 metros de um objeto, mas as luzes estavam a cerca de 7 metros das janelas, o que provocou o dano não notado antes da decolagem.
A aeronave da Titan Airways transportava 11 tripulantes e nove passageiros que eram funcionários da companhia aérea e da empresa de turismo de luxo TCS World Travel, com sede nos EUA, de acordo com um relatório de incidente da Divisão de Investigações de Acidentes Aéreos (AAIB, na sigla em inglês).
Um tripulante notou após a decolagem que a vedação em torno de uma das janelas estava “batendo” e que o barulho na cabine era “alto o suficiente para prejudicar sua audição”, segundo a agência.
O cenário piorou quando tripulantes descobriram que faltavam a proteção de duas janelas – os painéis interno e externo e as vedações de borracha – e que apenas os painéis de plástico permaneciam no lugar.
Os pilotos interromperam a subida da aeronave e reduziram a velocidade no ar enquanto o avião interrompeu sua viagem transcontinental e voltou para Londres.
O relatório da AAIB aponta que a a cabine permaneceu pressurizada “normalmente”.
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