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“O Ceará é o melhor lugar do planeta para se produzir energias limpas”, diz presidente da FIEC

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O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, apontou as vantagens e impactos positivos que a produção do hidrogênio verde (H2V) possibilitará ao estado do Ceará, durante a sessão especial nesta sexta-feira (26/05), na Assembleia Legislativa, para debater o tema.

De acordo com Ricardo Cavalcante, o Ceará sai na frente de outros estados não só pelos seus potenciais naturais, mas por já discutir o assunto no âmbito da federação há mais de dois anos.

“É importante que todos compreendam o impacto dessa nova matriz energética para o mundo e que o Ceará é o melhor lugar do planeta para sua produção, pelo seu potencial em gerar energia eólica e solar. Por meio do eletrolisador, que comprime e armazena o hidrogênio verde, faremos o seu devido transporte para que este seja utilizado em transportes, combustíveis sintéticos, fertilizantes, na produção metalúrgica, indústria química, farmacêutica e alimentícia, além da geração de energia”, pontuou. 

O presidente salientou ainda como essa nova matriz energética mudará a vida da população, e o principal, emprego e renda no Ceará. “Estamos trabalhando diuturnamente com as empresas que vêm investindo em nosso Estado e aperfeiçoando, por meio do Senac, toda a mão de obra para esse primeiro momento. A expectativa é que empreguemos mais de 100 mil pessoas para as obras dessas indústrias. Não tenho dúvidas de que nos próximos cinco ou sete anos dobraremos o PIB cearense”, anunciou.

Representando o setor financeiro, o vice-presidente do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Jorge Arbache, lembrou que o foco principal de todos deve ser o combate à pobreza que a produção do hidrogênio verde possibilitará ao Ceará. “Temos a chance de desenvolver toda uma região por meio dessa atividade. O Nordeste tem capacidade de produzir o quilo do hidrogênio de forma barata, segura e abundante. E o que fazer com esse potencial? Incentivar a instalação das indústrias de produção de energia renovável, atendendo a necessidades de Europa, China e outros lugares. E isso gera emprego e renda, pois estamos falando de grandes cadeias de produção, com negócios modernos e sofisticados para a exportação desses serviços”, acentuou.

Ele enfatizou que “a questão não é só para atender a quem precisa do hidrogênio, mas combater a pobreza aqui. E a CAF tem trabalhado com vários países não só mostrando o Brasil como solução para eles, mas que estamos pronto para apoiar essa geração de produção industrial capaz de mudar a realidade do País”.

Diretor-presidente do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), Hugo Figueiredo ressaltou a estrutura e qualificação de mão de obras ofertadas pelo complexo como vantagem para o Ceará em comparação a outros estados. “No porto temos 80 mil empregos gerados, mais de 60 empresas atuando naquela região e o só crescemos a cada ano. Temos muito orgulho em mostrar que nosso Estado está preparado para receber essas empresas, pois teremos mão de obra qualificada e todo um sistema público, as universidades e o setor privado formam um tripé que passam segurança para esses investidores, principalmente no caso do hidrogênio verde. Temos 30 memorandos assinados e três deles já são pré-contratos com empresas que estão criando seus projetos de engenharia e buscando o licenciamento ambiental para sua instalação. Serão cerca de R$ 8 bi investidos somente por essas três empresas antes de 2025”, anunciou. 

Também participando do evento, o presidente da Comissão Especial para Estudo sobre o Hidrogênio Verde no Estado do Ceará da Ordem dos Advogados do Brasil, secção Ceará (OAB-CE), José Amaury Gomes, associou-se ao sentimento de pressa para instalação das empresas, mas ponderou a necessidade de regulamentação sobre as operações. 

“O mundo caminha a passos largos para esse modelo de transição energética, e os estados têm feito sua parte para atender a essa demanda, pois a busca será grande. Por outro lado, não existe marco regulatório em nível nacional para essa atividade, e isso pode nos atrapalhar em investimentos futuros. Então acho que falta um engajamento, por mais que o assunto seja novo, para nos protegermos que garantir que tudo seja feito da melhor forma possível”, opinou.

Alece

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