Um novo levantamento do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) revela um cenário preocupante para a saúde da mulher no Brasil: mais de 77 mil mulheres estão na fila de espera por uma mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). A demora no acesso ao exame, essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama, varia significativamente entre os estados, com o Sul e Sudeste concentrando o maior número de mulheres à espera.
Sul e Sudeste lideram a fila de espera por mamografia
Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro são os estados com as maiores filas de espera por mamografia, somando mais da metade do total nacional. A presidente do CBR, Cibele Alves de Carvalho, explica que a notificação mais eficiente dos casos em Santa Catarina pode influenciar nos números, mas ressalta que a disparidade regional é um problema que precisa ser enfrentado.
Falta de recursos e infraestrutura comprometem o diagnóstico precoce
A falta de recursos financeiros, a sobrecarga do sistema público de saúde e a infraestrutura deficiente em algumas regiões são os principais fatores que contribuem para o aumento da fila de espera por mamografia. O oncologista André Sasse, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), alerta que o tempo médio de espera de 24,43 dias no país é preocupante, especialmente em casos de suspeita clínica, onde a rapidez no diagnóstico é fundamental.
Estados apresentam disparidades no tempo de espera
O tempo de espera por uma mamografia varia significativamente entre os estados, com o Distrito Federal, Rondônia e Minas Gerais apresentando os maiores prazos, enquanto Acre e Alagoas registram os menores tempos de espera.
Governos buscam soluções para o problema
Procuradas, as secretarias de saúde do Distrito Federal, Minas Gerais e Rondônia apresentaram diferentes ações para tentar reduzir a fila de espera, como a criação de programas de transporte de pacientes e a busca ativa de casos.
Detecção precoce salva vidas e otimiza recursos
A detecção precoce do câncer de mama é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir os custos com tratamentos mais complexos. A demora no acesso à mamografia pode comprometer o tratamento e aumentar o sofrimento das pacientes.
*Com Estado de S. Paulo



