O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspendeu a agenda, nesta quarta-feira (26), para realizar um novo procedimento para aliviar as dores no quadril que tem enfrentado, devido a uma artrose no fêmur direito — condição provoca desgaste na cartilagem que reveste as articulações.
Apesar de a informação não ter sido detalhada pela agenda oficial do político, jornais como Folha de S. Paulo e O Globo publicaram que ele deve ser submetido a uma nova infiltração — aplicação de medicamento injetável direto na região inflamada — neste dia.
Conforme o veículo paulista, Lula realizar a intervenção ainda durante esta manhã, no hospital Sírio-Libanês, em Brasília. No período da tarde, ele deve permanecer no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, onde também ficará ao longo da quinta-feira (27), ainda segundo o periódico.
No último domingo (23), o mandatário já havia sido submetido a uma infiltração no local, realizada na unidade do Hospital Sírio-Libanês em São Paulo.
Durante uma transmissão ao vivo, realizada nessa terça-feira (25), Lula revelou que a condição provoca dores diárias e que o incomodo afeta, inclusive, seu humor para trabalhar.
“Quero fazer a cirurgia porque não quero ficar com dor. Ninguém consegue trabalhar com dor o dia inteiro. Então, sinto que às vezes estou com mau humor com meus companheiros, chego de manhã para trabalhar, quando coloco o pé no chão dói”, detalhou na live.
Na ocasião, ele adiantou que precisaria ser submetido a uma nova infiltração, após a realizada no último domingo, e que já está se preparando, com regime e atividades físicas, para a cirurgia, que deve acontecer em outubro deste ano. O procedimento cirúrgico, segundo ele, é razoavelmente rápido (cerca de duas horas e meia) e a recuperação depende da disciplina do paciente na fisioterapia.
Enquanto Lula estiver se recuperando, o vice-presidente Geraldo Alckmin fica no comando da Presidência.
Segundo o presidente, a data da cirurgia será encaixada entre os encontros internacionais que já estão programadas e que, segundo ele, são viagens importantes e reuniões em que precisa estar presente.
O primeiro compromisso é a Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9 de agosto, em Belém, no Pará, que reunirá os presidentes dos oito países da região. Segundo Lula, o objetivo é construir uma posição conjunta que será levada à conferência do clima das Nações Unidas, a COP28, nos Emirados Árabes, entre 30 de novembro e 12 de dezembro.
“Brasil, os países da América do Sul que fazem parte da Amazônia, mais os dois Congos [República do Congo e República Democrática do Congo] que nós convidamos para vir à reunião, mais a Indonésia, são os países que têm muita reserva de floresta. Então, o que nós queremos é dizer ao mundo o que queremos fazer com a nossa floresta e dizer o que o mundo tem que fazer para ajudar, porque prometeram US$ 100 bilhões em 2009 e até hoje não saiu esses US$ 100 bilhões”, disse.
Em 22 a 24 de agosto, na África do Sul, Lula também participa da Cúpula do Brics — bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Já em 9 e 10 de setembro, o presidente estará na Índia para a Cúpula do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo. O Brasil receberá a presidência temporária do grupo para 2024.
Em 19 de setembro, Lula abre a sessão de debates da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, segundo ele, também será lançado um programa de geração de empregos entre os países.
Diário do Nordeste



