Um morador de Naples (Flórida, EUA) quer ir à Justiça contra os responsáveis por estragos na sua casa, depois que lixo espacial atingiu o imóvel no mês passado, provocando prejuízo. Mas Alejandro Otero só não sabe quem de fato processar.
Há espaço limitado para o lixo na Estação Espacial Internacional. Assim, as equipes a bordo jogam regularmente o lixo no espaço, de onde cai na Terra ou queima na atmosfera.
O caso envolvendo Alejandro foi de queda. Os ocupantes da estação se livraram de baterias pesadas. Só que pelo menos uma delas sobreviveram à reentrada no Golfo do México. Uma parte da bateria atingiu o telhado da casa do americano, não atingindo o seu filho por pouco, segundo relatou.
“Ela rompeu o telhado atravessou dois andares. Quase atingiu no meu filho”, reclamou ele no X (antigo Twitter).
“Fiquei abalado, sem acreditar. Quais são as chances de algo cair na minha casa com tanta força, causar tantos danos? Obviamente estou muito grato por ninguém ter se machucado”, afirmou Alejandro à emissora WINK.
O morador compartilhou fotos da peça e dos estragos com o astrônomo e astrofísico Jonathan McDowell, que revelou do que se tratava.
Alejandro não conseguiu entrar em contato com a Nasa, mas a agência espacial dos EUA tomou conhecimento da história e disse que vai analisar o objeto para determinar a sua origem.
De acordo com Michelle Hanlon, diretora executiva do Centro de Direito Aéreo e Espacial da Universidade do Mississippi, a Nasa pode não ser responsável pelos danos.
O mais provável é que o alvo de um processo movido pelo americano seja a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial, a fabricante da bateria. Mas o caso é considerado muito difícil de vitória para Alejandro.
Danos causados pela queda de detritos espaciais são muito raros. A maioria das coisas na direção da Terra não sobrevive à viagem, queimando na reentrada. Se conseguirem passar, a vastidão do planeta torna as probabilidades de colidirem com pessoas ou propriedades muito pequenas.
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