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Estudo aponta fatores que aumentam risco de ter Covid longa

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A Covid longa é uma condição que prejudica a vida das pessoas por meses ou até mesmo anos após a infecção do coronavírus, com sintomas como fadiga, confusão mental e mal-estar pós-esforço. Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, revela quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento do quadro persistente.

Ser mulher e ter uma doença cardiovascular foram características apontadas pelos pesquisadores como de maior risco para o diagnóstico da Covid longa. Os resultados do estudo estão em um artigo publicado na revista Jama Network Open em 17 de junho.

Ao analisar os registros de saúde de 4.708 adultos norte-americanos diagnosticados com Covid-19 entre abril de 2020 e fevereiro de 2023, os pesquisadores descobriram que um em cada cinco indivíduos desenvolveu Covid longa. Ou seja, não se recuperou dentro de três meses após a infecção pelo coronavírus.

A Covid longa foi mais comum entre as mulheres (62,7%) e em adultos com diagnósticos prévios de doenças cardiovasculares.

Os cientistas notaram que, embora outras condições de saúde, como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e o histórico de tabagismo, estivessem associadas a uma recuperação mais lenta, elas se tornaram insignificantes quando outros fatores de risco foram levados em consideração.

Estudos anteriores já sugeriram que a depressão e a ansiedade são algumas das consequências da Covid longa. A nova pesquisa não encontrou, no entanto, qualquer ligação significativa entre problemas de saúde mental e o desenvolvimento do quadro persistente.

“Embora estudos tenham sugerido que muitos pacientes com Covid longa enfrentam desafios de saúde mental, não descobrimos que os sintomas depressivos anteriores à infecção pelo coronavírus são um fator de risco importante para Covid longa”, afirma a epidemiologista Elizabeth Oelsner, uma das autoras da pesquisa, em comunicado.

A Covid longa foi menos recorrente em pessoas vacinadas; nas que ficaram doentes na onda da variante Ômicron, em comparação à primeira onda; e nas que desenvolveram quadros mais leves da doença.

“Nosso estudo ressalta o importante papel que a vacinação contra a Covid tem desempenhado, não apenas na diminuição da gravidade de uma infecção, mas também na redução do risco da Covid longa”, diz a epidemiologista.

Metrópoles

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