O escritório pode ser na praia, mas a novidade é que, agora, a casa também pode ser no mar — por valores “não tão altos”. Pelo menos é o que promete a Villa Vie Residences, que afirma que seu navio de cruzeiro residencial vai viajar pelo mundo a cada três anos e meio a partir de maio de 2024, com cabines a partir de 100 mil dólares (aproximadamente R$ 500 mil).
Pelos planos, o navio da Villa Vie vai iniciar sua viagem global a partir de Southampton (Inglaterra). A partir daí, o trajeto inclui paradas em 425 portos, de 147 países. Os viajantes devem passar cerca de 87 dias no norte da Europa, 105 dias na América do Norte, 68 dias na África e 76 dias no Sul da Ásia.
Para aqueles que não quiserem fazer toda a volta ao mundo, também há a possibilidade de comprar apenas uma cabine, como em um cruzeiro normal, para segmentos de 35 a 120 dias — esses custarão a partir de 4.360 dólares, cerca de R$ 21 mil, para a travessia transatlântica final de 35 dias de Barcelona (Espanha), a West Palm Beach (Flórida).
Nas residências, restam apenas 15% das 630 cabines disponíveis. Os preços variam de 100 mil dólares para uma cabine interna a 250 mil dólares para uma casa com varanda (R$ 500 mil a R$ 1,25 milhões), sem os custos mensais , que começam em 3.500 dólares (aproximadamente R$ 17,5 mil). A compra não precisa ser vitalícia — podem ser alugadas ou vendidas.
A bordo, os viajantes terão confortos típicos de cruzeiros mundiais, como programas educacionais, restaurantes que servem culinária global, piscinas e entretenimento ao vivo. Para os pets, os planos do navio também incluem um “spa e resort para animais de estimação”. O navio ainda vai contar com um “coworking” com biblioteca e escritórios, além de um “centro de artes culinárias”. O wi-fi está incluso.
Haverá ainda um serviço semanal de limpeza e quinzenal de lavanderia, além de uma academia e um simulador de golfe para os mais “fitness”. E caso alguém se machuque, a empresa também pretende instalar um centro médico com médicos e enfermeiras.
Até o momento, o único problema da Villa Vie Residences para colocar o plano em prática é que a empresa ainda não tem um navio. Mas apesar de estar a sete meses do embarque, Mikael Petterson, fundador e CEO da startup, disse ao site “Insider” que a empresa já apresentou uma oferta para comprar um navio que está em serviço “de uma operadora ativa de vários navios de cruzeiro”, e que deve fechar os processos de compra até o final deste ano.
Para financiar a compra, a Villa Vie planeja usar dinheiro de investidores privados, empréstimos, parceiros e membros do seu clube de fundadores. Após a aquisição, a equipe deve gastar de duas a três semanas e vários milhões de dólares para renovar o navio.
Atualmente, já há uma empresa que opera esse tipo de serviço. A “The World”, que funciona há 20 anos, coloca à venda seus apartamentos em alto-mar ao custo mínimo de R$ 10 milhões de dólares. Anualmente, dez a 12 dos seus apartamentos de luxo são colocados à venda.
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