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Dieta com pizza e hambúrguer aumenta risco de Alzheimer, diz estudo

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O consumo diário de alimentos processados e à base de carne, como pizzas e hambúrgueres, pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver Alzheimer no futuro, afirmam pesquisadores australianos. A descoberta foi publicada no Journal of Alzheimer’s Disease em 16 de janeiro.

Para chegar à conclusão, pesquisadores das universidades Bond e Griffith, ambas na Austrália, compararam os hábitos alimentares de 438 adultos. Entre eles, 108 tinham o diagnóstico de Alzheimer e 330 eram saudáveis.

Eles observaram que as pessoas com Alzheimer comiam regularmente alimentos como tortas de carne, salsichas, presunto, pizza e hambúrgueres. Esses pacientes também comiam menos frutas e vegetais e ingeriam menos vinho tinto e branco, comparativamente.

Os cientistas apontam que os alimentos ultraprocessados podem interferir negativamente no declínio cognitivo, uma vez que tendem a ter menos nutrientes e fibras e mais açúcar, gordura e sal.

A bioestatística Tahera Ahmed, autora da pesquisa, considera que seguir a dieta não-saudável impacta a saúde do cérebro e do corpo como um todo de forma importante.

“Tais hábitos alimentares contribuem para problemas vasculares e obesidade, destacando a relação destas condições e e o risco de desenvolver demências”, diz Ahmed em um comunicado divulgado pela Universidade Bond.

Estudos anteriores enfatizaram os efeitos positivos da dieta mediterrânea ou DASH na saúde do cérebro, mas acredita-se que este seja o primeiro levantamento a vincular alimentos processados com o Alzheimer.

O Alzheimer é um tipo de demência que causa perda das funções cognitivas, impactando a memória, por exemplo. Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o seu avanço.

“O desenvolvimento do Alzheimer no cérebro começa na meia-idade e seus efeitos podem ser atribuídos a um estilo de vida descontrolado desde a juventude”, afirma Ahmed.

Os pesquisadores reconhecem que muitos fatores do estilo de vida devem ser considerados para entender o risco de uma pessoa desenvolver Alzheimer, como os padrões de sono e a prática de atividade física. Por isso, o estudo não é suficiente para afirmar que as escolhas alimentares foram diretamente responsáveis pelo aumento das chances de ter a demência.

Metrópoles

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