Os milhares de atletas esperados não Vila Olímpica de Paris terão à sua disposição 300 mil preservativos, ofertados pela organização das Olimpíadas da capital francesa. O número é suficiente para que cada atleta faça sexo 21 vezes durante as semanas de evento, incluindo a aclimatação e os dias de disputa, de 26 de julho a 11 de agosto. A vila parisiense tem o tamanho de 70 campos de futebol.
“É uma quantidade que garante que todos terão o que esperam e o que precisam. Teremos 14.250 moradores, entre atletas e assessores de imprensa aqui, que vêm para este grande evento e viver uma experiência extraordinária aqui”, disse à Sky News Laurent Michaud, um dos principais nomes da organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
“Queríamos criar alguns locais onde os atletas se sentissem muito entusiasmados e confortáveis, para que pudessem ter algumas conversas, discussões e partilhar os seus valores fundamentais sobre o esporte”, acrescentou ele.
A distribuição reverte uma política para as Olimpíadas de 2020. Embora os preservativos tenham sido disponibilizados durante os Jogos de Tóquio, as autoridades proibiram a intimidade dos atletas devido à pandemia de Covid-19. Os atletas foram solicitados a limitar o contato físico entre si – incluindo sexo – e manter uma distância de dois metros e meio dos outros para impedir a propagação da doença.
Michaud disse, ainda, que “não haverá champanhe na vila”, mas atletas e assessores podem ter “todo o champanhe que quisessem em Paris”.
A distribuição de preservativos é uma tradição nas Olimpíadas. Desde os Jogos Olímpicos de Seul (Coreia do Sul), em 1988, os organizadores distribuem contraceptivos para disseminar a conscientização sobre o HIV e a Aids, informou a CBS Sports. Ainda durante os jogos de 2020, foram ofertados 150 mil preservativos. No Jogos do Rio, em 2016, foram 450 mil preservativos ao alcance dos atletas. Também foram oferecidos 175 mil sachês de lubrificante íntimo.
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