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Cid endurece críticas a Lira: ‘ele não quer pouco não, ele quer muito’

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O senador Cid Gomes (PDT) comentou sobre as recentes dificuldades encontradas pelo presidente Lula (PT) nas articulações feitas no Congresso Nacional, principalmente com a Câmara dos Deputados. Ele avalia que, enquanto Arthur Lira (PP-AL) estiver na presidência da Casa, a relação entre legislativo e Executivo será “turbulenta”.

“De duas, uma: ou o Governo cede ao Lira ou o Lira vai manter sempre esse estilo de criar dificuldades ou, em último caso, vai assumir uma posição de Oposição. Isso, pelo menos deixa as coisas mais claras, e creio que é possível fazer articulações com governadores, com lideranças partidárias, com senadores que tenham liderança em seus estados e tentar assegurar uma maioria mínima para que possam tramitar na Câmara”, avalia. 

As declarações foram dadas nessa sexta-feira (2) durante a posse do desembargador Raimundo Nonato Silva como presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Indagado se o problema poderia estar nos responsáveis pela articulação política, o senador aponta que “não há homem nenhum no mundo ou mulher nenhuma no mundo capaz de sozinho dar conta de resolver essas questões”. Ele relembra que Lira era oposição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas acabou entrando na base “e passou a comandar todo o orçamento de investimento”. 

“O estilo do Lira é esse. (…) Lira não quer pouco não, ele quer muito. E em nome desse muito, ele faz qualquer coisa”, disse. O senador ressaltou ainda que o problema na relação começou ainda em 2022, quando ainda na transição, Lula articulou a aprovação da PEC da Transição e aceitou apoiar a candidatura de Lira para a presidência da Câmara Federal. “O governo se rendeu”, disse. 

O problema deve continuar, considera o parlamentar, até o final do mandato de Lira no comando da Casa: “não vai ser fácil”. No final de maio, Cid já havia criticado a “prática do achaque” praticada pelo presidente da Câmara, segundo o senador. 

“Ele representa a prática do achaque, de criar dificuldade para o Executivo para arrancar cargos, dinheiro… Infelizmente, essa é a prática que está consolidada no Brasil”, disse no último dia 26 de maio.

DN

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