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Chás são as melhores bebidas para manter a saúde cardíaca, diz estudo

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As bebidas que tomamos podem influenciar diretamente a nossa saúde cardíaca e a lista das que fazem bem, infelizmente, parece ser mais curta do que a das que fazem mal.

Realizada por pesquisadores de saúde pública da Austrália, a investigação revisou 20 estudos que relacionavam o consumo a longo prazo de diferentes bebidas com a mortalidade por doenças cardiovasculares e descobriu que apenas os chás traziam benefícios.

O estudo publicado no Current Developments in Nutrition em fevereiro selecionou seis tipos diferentes de bebidas que apareceram em todos os estudos. Foram comparados os efeitos de bebidas artificiais adocicadas, café, suco de fruta, energético, opções alcoólicas e chás.

Os estudos feitos entre 2010 e 2023 apontaram que o consumo a longo prazo de chás foi relacionado ao menor risco de mortalidade por doenças cardiovasculares em todos os adultos. O grupo que mais tomou chá teve 4% a menos chance de morrer por doença cardíaca que o que ingeria porções menores. Os chás mais frequentes nas pesquisas foram o preto, verde e branco.

O café também teve resultados positivos, mas apenas para homens. Nas mulheres, a bebida aumentou levemente o risco de doença cardíaca fatal.

Os chás foram considerados mais positivos nas pesquisas por serem fontes de polifenois que retardam o envelhecimento celular, melhorando a saúde cardíaca sem estimular o órgão tão intensamente quanto a cafeína.

A maior ingestão de álcool foi associada à maior incidência de AVC em ambos os sexos, assim como também apresentaram riscos as bebidas artificiais adoçadas, como refrescos de caixinha e refrigerantes.

Os dados sobre sucos de fruta e energéticos foram conflitantes ou considerados insuficientes entre os estudos analisados. No caso do suco de fruta, por exemplo, apenas uma pesquisa teve resultados evidentemente negativos.

Publicada em 2023, ela comparou pessoas que tomaram as maiores doses de suco integral de maçã, laranja e uva com as que ingeriram menores quantidades, e descobriu que havia maior tendência à diabetes e ao risco cardíaco em quem abusava da conta.

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