Segundo o diretor-geral do CCAD, Assis Guedes, a intenção do memorial é proporcionar aos pacientes residentes a oportunidade de mostrar o que eles queriam que a sociedade soubesse sobre a vida deles, por meio de produções artísticas, culturais e outras formas de expressão. Outro objetivo é sensibilizar os profissionais da área da Saúde para a hanseníase, ainda na graduação. “Esse espaço também está à disposição para visitação para formação acadêmica, como uma maneira de conscientizar os profissionais sobre a importância do diagnóstico precoce da doença e, dessa forma, trazer um olhar mais aguçado para a hanseníase. Essas visitas podem ser agendadas através do site da Escola de Saúde Pública do Ceará, no link das Práticas de Regulação”, disse.De acordo com Assis Guedes, 140 pessoas ainda residem no Centro de Convivência, todos curados da hanseníase. “Temos apenas 17 pessoas do tempo em que a internação era compulsória e a maioria é composta por familiares que moram nas casas. A internação foi compulsória até 1986”, explica.