Numa nova medida para tentar se vender ao mundo como um país em mudança, a Arábia Saudita abriu a sua primeira loja de bebidas alcoólicas no bairro diplomático de Riad, a capital da nação islâmica do Oriente Médio.
A notícia foi revelada por fontes à emissora CNBC, mas não foi confirmada oficialmente. O local onde funciona o estabelecimento comercial só é acessível a diplomatas não muçulmanos, e a autorização deve ser validada através de um aplicativo chamado Diplo, de acordo com uma lista de regras da loja vista pela CNBC.
Não é permitido que visitantes ou menores de 21 anos acompanhem clientes autorizados. Além disso, o local não pode ser fotografado e os celulares devem ser guardados para não serem utilizados durante a passagem pela loja. Cada cadastrado tem um cota mensal de consumo.
Nos últimos anos cresceram os relatos de que o reino rico em petróleo e conhecido por suas leis ultraconservadoras acabaria permitindo a circulação de bebidas o álcool fora das embaixadas estrangeiras. Uma loja no bairro diplomático é um pequeno passo nessa direção, disse à CNBC um consultor saudita próximo da corte real do reino. O passo seguinte seria permitir que as bebidas, vetadas a sauditas, seja comercializadas em hotéis.
Um diplomata ocidental radicado em Riad, que pediu anonimato devido a restrições profissionais, disse que colegas seus já visitaram a loja e que ela está “extremamente bem abastecida”.
Além de trazer um frescor para a imagem do país, a abertura da loja também tem como objetivo pôr fim ao contrabando de bebidas alcoólicas que envolvia diplomatas. Funcionários de embaixadas estariam por trás da venda de uísques e outras bebidas “proibidas” no mercado clandestino saudita.
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