A Prefeitura de Baturité intensificou as ações de combate à febre oropouche, uma arbovirose transmitida pelo mosquito maruim, também conhecido como mosquito pólvora. A doença, que até o ano passado era predominante nos estados do Norte, já se tornou uma preocupação na região do Maciço de Baturité, com registros em Pacoti, Redenção, Aratuba e Mulungu.
Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde do município, Auxiliadora Bessa, os casos da doença tiveram um aumento expressivo em poucas semanas.
“Até o início de março, final de fevereiro, nós só tínhamos oito casos registrados. Todos estavam sob controle, com acompanhamento da equipe de saúde. Mas de uma semana para outra, passamos para 36 e, hoje, recebemos os laudos que já somam 45 casos”, informou.
Sintomas da febre
A febre oropouche apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, zika e chikungunya, como febre alta, dores no corpo e dor nos olhos.
No entanto, um dos sinais mais característicos da doença é a fotofobia, ou seja, a sensibilidade extrema à luz, dificultando a abertura dos olhos na claridade.
Medidas de prevenção
A Vigilância em Saúde orienta a população sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito transmissor. O inseto se reproduz, principalmente, em áreas de brejo e locais com acúmulo de matéria orgânica, como plantações de banana.
“Se você tem acúmulo de folhas, espalhe para secar ou faça o descarte adequado. Aos agricultores, orientamos o uso de manga longa, calça comprida e, se possível, botas ou tênis. Quem puder, utilize repelente e mosquiteiros”, alertou Auxiliadora Bessa.
Além disso, a recomendação é que grávidas evitem exposição, principalmente no final da tarde e início da noite, horários de maior atividade do mosquito. Em caso de sintomas, a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.


