O deputado Renato Roseno (Psol) ressaltou, durante o primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (03/12), na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), o aumento da contaminação por agrotóxico por conta de drones pulverizadores.
Segundo o parlamentar, um relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) disponibilizou dados que mostram um aumento de dez vezes em contaminações comparando os anos de 2023 e 2024. “O Maranhão lidera essas contaminações, e esses dados são estarrecedores. Os drones são fáceis de esconder da fiscalização e são utilizados em conflitos de terras como arma química”, assinalou.
Renato Roseno explicou que no Ceará a Lei José Maria do Tomé proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos em regiões agrícolas, mas existe pressão de diversos setores buscando a liberação. “O Brasil foi convidado para uma conferência no Parlamento europeu que, junto com Ministério Público Federal e demais órgãos, vai abordar a Lei dos Agrotóxicos. Infelizmente, enquanto isso, alguns setores querem desmontar essa lei aqui no Ceará. É absurdo”, apontou.
De autoria do parlamentar, o projeto de lei 841/24, em tramitação na Casa, proíbe, no estado do Ceará, a produção, comercialização e uso de agrotóxicos cujos ingredientes ativos sejam considerados nocivos e já banidos pela União Europeia. A proposta busca banir a comercialização desses produtos em razão dos comprovados riscos à saúde humana e ao meio ambiente. “Multinacionais querem comercializar aqui o que não podem comercializar em outro país. Não podemos permitir isso”, frisou



