Um novo estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela dados alarmantes sobre o consumo de álcool no Brasil. A pesquisa, intitulada “Estimação dos Custos Diretos e Indiretos Atribuíveis ao Consumo do Álcool no Brasil”, aponta que, apenas em 2019, cerca de 104,8 mil pessoas morreram em decorrência do consumo da substância, o equivalente a 12 óbitos por hora. Além disso, o estudo quantifica em R$ 18,8 bilhões os prejuízos econômicos causados pelo álcool no país.
A pesquisa, realizada a pedido da Vital Strategies e da ACT Promoção da Saúde, utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para estimar o consumo de álcool no Brasil e seus impactos.
O peso do álcool na saúde e na economia
De acordo com o pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz, a carga epidemiológica e econômica do consumo de bebidas alcoólicas no Brasil é significativa, justificando a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater o problema.
Os custos associados ao consumo excessivo de álcool incluem gastos com hospitalizações, tratamentos ambulatoriais, perda de produtividade e mortes prematuras. Além disso, o álcool está relacionado a uma série de problemas de saúde, como doenças do fígado, acidentes de trânsito e violência.
O que fazer?
Diante desse cenário, é fundamental que sejam adotadas medidas para reduzir o consumo de álcool no Brasil. Algumas das ações que podem ser implementadas incluem:
- Campanhas educativas: É preciso investir em campanhas de conscientização sobre os riscos do consumo excessivo de álcool, especialmente entre os jovens.
- Restrição à publicidade: Limitar a publicidade de bebidas alcoólicas, principalmente em horários de grande audiência, pode ajudar a reduzir o consumo.
- Aumento de impostos: Aumentar os impostos sobre bebidas alcoólicas pode desencorajar o consumo e gerar recursos para programas de prevenção e tratamento.
- Ampliação do acesso a tratamento: É preciso garantir que as pessoas que precisam de ajuda para superar a dependência do álcool tenham acesso a serviços de qualidade e gratuitos.
A prevenção e o tratamento do alcoolismo são desafios complexos que exigem a atuação de diversos setores da sociedade. É fundamental que governos, empresas e sociedade civil trabalhem em conjunto para enfrentar esse problema e construir um futuro mais saudável para todos.



